Preços

Inflação sobe para 3,8% em outubro, puxada pela energia

Os produtos energéticos aceleraram de 15,3% para 17,4%. Os dados definitivos do INE saem a 11 de novembro.

Por simula.pt2 min de leitura

Fila de carrinhos de compras metálicos encaixados uns nos outros.
Foto: utilizador 652234 / Pixabay

Os preços no consumidor terão subido 3,8% em outubro face ao mesmo mês do ano passado, segundo a estimativa rápida que o Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou a 30 de outubro. A taxa ganha 0,2 pontos percentuais face aos 3,6% de setembro. A energia foi a componente que mais acelerou. Os dados definitivos saem a 11 de novembro e podem ficar ligeiramente diferentes.

A energia acelera para 17,4%

O índice dos produtos energéticos subiu 17,4% num ano, depois de 15,3% em setembro. É a componente que inclui os combustíveis, a eletricidade e o gás. Os produtos alimentares não transformados mantiveram uma subida de 3,7%, um valor idêntico ao de setembro. Sem estas duas componentes mais voláteis, a inflação subjacente ficou nos 2,8%, mais 0,1 pontos do que no mês anterior.

Gráfico de barras: em outubro de 2026 os produtos energéticos subiram 17,4% num ano, o IPC total 3,8%, os alimentares não transformados 3,7% e a inflação subjacente 2,8%.
Taxas de variação homóloga estimadas pelo INE para outubro de 2026. Os dados definitivos saem a 11 de novembro.

A média dos últimos 12 meses chega aos 2,9%

De setembro para outubro, os preços terão subido 0,2%, um ritmo bem mais calmo do que a subida mensal de 1,2% registada em setembro. A variação média dos últimos 12 meses terá passado de 2,8% para 2,9%. O índice harmonizado, que permite comparar Portugal com os outros países da União Europeia, terá subido 3,9%. Sem a habitação, a variação homóloga do índice terá ficado nos 3,7%.

Quem gasta mais em energia sente mais a subida

A taxa de 3,8% é uma média para o cabaz de consumo do conjunto das famílias. Na energia, a subida num ano é mais de quatro vezes maior, com 17,4%. Quem gasta uma parte maior do orçamento em combustível, eletricidade e gás sente por isso uma subida acima da média. Nos alimentos não transformados, pelo contrário, os 3,7% ficam perto do índice geral.

Para que serve e para que não serve esta estimativa

A estimativa rápida antecipa a tendência do mês com a informação que o INE já tinha validado dois dias antes da divulgação. O próprio INE avisa que estes resultados não podem ser usados para atualizar valores em contratos ou em processos em tribunal. Para isso contam os dados definitivos de 11 de novembro. A atualização das pensões em janeiro também não usa este número: a lei manda usar a variação média dos últimos 12 meses do IPC sem habitação disponível a 30 de novembro, a par do crescimento do PIB.

Os números

IndicadorValorPeríodo
Inflação (IPC)3,8%out. 2026
Inflação (IPC)3,6%set. 2026
Inflação subjacente2,8%out. 2026
Inflação subjacente2,7%set. 2026
Produtos energéticos17,4%out. 2026
Produtos energéticos15,3%set. 2026
Alimentares não transformados3,7%out. 2026
Variação mensal0,2%out. 2026
Variação mensal1,2%set. 2026
Média de 12 meses2,9%out. 2026
Média de 12 meses2,8%set. 2026
Inflação harmonizada (IHPC)3,9%out. 2026
IPC sem habitação3,7%out. 2026

Fontes

Como verificámos. Os valores foram conferidos no destaque e no quadro das taxas da estimativa rápida do IPC de outubro de 2026 do INE, com duas casas decimais no IPC e uma no IHPC. As diferenças em pontos foram recalculadas. A regra de atualização das pensões foi conferida na Lei n.º 53-B/2006, no Diário da República.

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