Simulador de Custo de Criar um Filho em Portugal
Estime quanto custa criar uma criança do nascimento até aos 18 ou 25 anos, fase a fase e por categoria, já com a creche gratuita, o abono de família e a poupança no IRS.
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Resultado da estimativa
Custo por fase
Soma de todas as despesas em cada etapa.
Custo por categoria
Onde vai o dinheiro ao longo de toda a infância e juventude.
Poupança fiscal no IRS
Ter este filho pode reduzir o seu IRS em cerca de {{ euros(resultado.beneficioFiscalAnual) }} por ano, um total estimado de {{ euros(resultado.beneficioFiscalTotal) }} ao longo de {{ resultado.anosAtivos }} anos.
Valor máximo possível. Inclui a dedução fixa por dependente e parte das despesas de educação e saúde. Os limites de educação e saúde são por agregado e o benefício real depende do IRS e das outras despesas da família.
Estimativa de planeamento a preços de 2026, sem ajuste de inflação, e por filho (sem economias de escala entre irmãos). Os custos reais variam muito com as escolhas da família, a região e o rendimento. Não substitui um orçamento pessoal.
Quanto custa criar um filho em Portugal
Não existe um valor único para o custo de criar um filho. Depende das escolhas da família, do nível de vida e da região. Ainda assim, é possível estimar com rigor, com a soma das despesas reais de cada fase da vida e o desconto dos apoios do Estado. Este simulador faz isso ano a ano, do nascimento até aos 18 ou 25 anos, e mostra o resultado repartido por fase e por categoria.
A grande mudança dos últimos anos é a creche gratuita. Através do programa Creche Feliz, a creche passou a ser gratuita para as crianças nascidas a partir de 1 de setembro de 2021, sem condição de recursos, em instituições aderentes. Os manuais escolares também são gratuitos em toda a escolaridade obrigatória, e o passe de transporte é gratuito ou fortemente bonificado até aos 23 anos, consoante a região. Estes apoios mudaram por completo a conta de criar um filho em Portugal.
O que está incluído
O simulador soma nove categorias de despesa, cada uma com valores de referência de fontes oficiais e de mercado:
- Alimentação, do leite e das papas do primeiro ano à alimentação de um adolescente.
- Higiene e fraldas, com o pico do consumo de fraldas até ao desfralde, por volta dos 3 anos.
- Vestuário e calçado, que cresce com a idade e renova-se mais depressa na adolescência.
- Saúde, com o Serviço Nacional de Saúde gratuito até aos 18 anos e as despesas privadas frequentes, como dentista, óculos e, em opção, seguro de saúde e ortodontia.
- Educação, a rubrica que mais varia: creche, pré-escolar, escola pública ou colégio, explicações e ensino superior.
- Atividades e lazer, do desporto e da música às férias, aos brinquedos e à mesada.
- Transporte e tecnologia, com o passe de jovem (gratuito ou bonificado consoante a região), o primeiro telemóvel e o computador para a escola.
- Equipamento inicial, o enxoval do primeiro ano: carrinho, cadeira auto, berço e a preparação do quarto.
- Habitação, em opção, apenas com a parcela marginal de um quarto adicional.
Os apoios do Estado
O abono de família é um apoio mensal por escalão de rendimento, mais elevado até aos 36 meses, e com uma majoração de 50 por cento para as famílias monoparentais. A Garantia para a Infância assegura um valor mínimo às crianças do 1.º escalão. No IRS, cada dependente dá direito a uma dedução à coleta de 600 euros (726 euros até aos 3 anos), além de parte das despesas de educação e de saúde. O simulador desconta o abono e estima a poupança fiscal, para que veja o custo bruto e o custo real após apoios.
Como usar o resultado
Comece pelo nível de vida e pelas opções de educação, que são as que mais pesam. Experimente comparar a escola pública com o colégio, ou o ensino superior em casa com o estudante deslocado, e veja como o total muda. Para planear o orçamento mensal da família, use também o simulador de custo de vida. Se o filho está numa separação, o simulador de pensão de alimentos reparte este custo pelos progenitores. Para confirmar o apoio mensal, há o simulador de abono de família.
Perguntas frequentes
Quanto custa criar um filho em Portugal até aos 18 anos?
Depende muito das escolhas e do nível de vida. Com a creche gratuita e a escola pública, o custo direto ronda os 65 000 euros até aos 18 anos num nível médio (cerca de 300 euros por mês) e ronda os 110 000 euros num nível confortável. Com creche e escola privadas, explicações e a parcela da habitação, ultrapassa facilmente os 150 000 euros. O simulador calcula o valor para as suas opções concretas.
A creche é mesmo gratuita em 2026?
Sim. Através do programa Creche Feliz, a creche é gratuita para as crianças nascidas a partir de 1 de setembro de 2021, sem condição de recursos, desde que frequentem uma instituição aderente (rede solidária, amas da Segurança Social, creches públicas e creches privadas aderentes). O principal obstáculo é a falta de vagas, não o preço. Numa creche privada sem acordo, a mensalidade ronda os 250 a 800 euros.
Os manuais escolares são gratuitos?
Sim. A gratuitidade dos manuais escolares mantém-se universal em toda a escolaridade obrigatória, do 1.º ano ao 12.º ano, nas escolas públicas e nos colégios com contrato de associação, também em 2026/2027. Os pais continuam a pagar o restante material escolar, as refeições e as atividades.
Quanto custa um filho por mês?
Num cenário médio com escola pública, o custo direto ronda os 300 a 450 euros por mês, mas varia muito ao longo da vida. O primeiro ano é dos mais caros, por causa do equipamento inicial e das fraldas. A adolescência também pesa, com mais alimentação, vestuário, tecnologia e mesada.
O que muda se eu escolher escola privada ou colégio?
Muda muito. Um colégio privado sem contrato de associação custa tipicamente entre 300 e 1100 euros por mês conforme o ciclo, mais matrícula e seguro. Ao longo de toda a escolaridade, a educação passa a ser a maior rubrica do orçamento, à frente da alimentação.
Quanto custa ter um filho no ensino superior?
A propina máxima do ensino superior público é de 697 euros por ano. Um estudante que vive em casa dos pais custa cerca de 1000 a 3500 euros por ano entre propina, manuais e transporte. Um estudante deslocado, com alojamento e alimentação, custa entre 5300 e 11 000 euros por ano. Há bolsas da ação social para os agregados de menor rendimento.
O abono de família e a Garantia para a Infância reduzem o custo?
Sim. O abono de família é um apoio mensal por escalão de rendimento, mais elevado até aos 36 meses, e as famílias monoparentais têm uma majoração de 50 por cento. O simulador desconta o abono de família e mostra o custo bruto e o custo após apoios. As crianças do 1.º escalão de menores rendimentos podem ainda ter direito à Garantia para a Infância, um complemento que aumenta o apoio.
Que poupança tenho no IRS por ter um filho?
Cada dependente dá direito a uma dedução à coleta de 600 euros, que sobe para 726 euros até aos 3 anos. Acrescem 30 por cento das despesas de educação (até 800 euros por agregado) e 15 por cento das despesas de saúde (até 1000 euros). O simulador estima a poupança fiscal anual e total atribuível à criança.
O simulador inclui o custo da habitação?
Só se ativar essa opção, e de forma honesta. Não soma a renda ou a prestação total da casa, mas apenas a parcela marginal de um quarto adicional, por exemplo passar de um T1 para um T2. É a forma correta de imputar a habitação a uma criança, sem inflacionar o resultado.
Porque é que o primeiro ano é o mais caro?
Porque junta o equipamento inicial (carrinho, cadeira auto, berço e preparação do quarto), o pico do consumo de fraldas e, se não houver amamentação, o leite de fórmula. Depois da compra do enxoval, o custo anual estabiliza e volta a subir na adolescência.
Os valores incluem o custo de deixar de trabalhar?
Não. O simulador estima as despesas diretas com a criança. Não inclui o custo de oportunidade de reduzir o horário ou sair do mercado de trabalho durante a licença parental, nem o subsídio parental, que é um apoio e não uma despesa. Esse impacto no rendimento da família pode ser relevante e é tratado à parte.
De onde vêm os valores e com que frequência são atualizados?
Os apoios e os valores legais (creche gratuita, abono, propinas, deduções de IRS, IAS) vêm de fontes oficiais como o gov.pt, a Segurança Social, a DGES e o Portal das Finanças. As estimativas de despesa baseiam-se no INE, na DECO Proteste e em preços de mercado. A data dos dados aparece no topo do simulador.
Fontes e mais informação
- Creche gratuita (Creche Feliz), Segurança Social
- Abono de família para crianças e jovens, Segurança Social
- Manuais escolares gratuitos, gov.pt
- Propinas e ação social no ensino superior, DGES
- Deduções por dependente no IRS (art. 78.º-A do CIRS), Portal das Finanças
- Inquérito às Despesas das Famílias, INE