Conversor de TAEG e TAN
Converta a taxa anual nominal (TAN) na taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) e vice-versa. No modo de conversão de taxa vê o efeito da capitalização, exato e instantâneo. No modo de crédito calcula a TAEG real de um empréstimo, com comissões, imposto do selo e seguros, pela equação do Banco de Portugal.
TAN e TAEG: o que são e em que diferem
A TAN, taxa anual nominal, é a taxa de juro base de um empréstimo ou de uma aplicação. Serve para calcular os juros e a prestação, mas não conta toda a história. A TAEG, taxa anual de encargos efetiva global, é mais completa: parte da mesma taxa de juro, junta o efeito da capitalização e acrescenta todos os custos do crédito, como comissões, imposto do selo e seguros obrigatórios. Num único número anual, a TAEG diz quanto custa, de facto, o dinheiro emprestado. Por isso é quase sempre maior do que a TAN e é a taxa que permite comparar propostas.
Como converter a TAN em TAEG: a fórmula da capitalização
Quando não há encargos, a conversão entre a TAN e a taxa efetiva anual é só matemática e funciona nos dois sentidos. A taxa efetiva é igual a um mais a taxa de cada período, elevado ao número de períodos do ano, menos um. A taxa de cada período é a TAN a dividir pelo número de capitalizações: com capitalização mensal, é a TAN a dividir por 12. Assim, uma TAN de 5 por cento com capitalização mensal dá uma taxa efetiva de cerca de 5,12 por cento. O caminho inverso, da taxa efetiva para a TAN, é igualmente exato e é o que o conversor faz no sentido «TAEG para TAN».
O efeito depende da frequência da capitalização: quanto mais vezes os juros são contados dentro do ano, maior fica a taxa efetiva. A tabela seguinte mostra-o para uma TAN de 10 por cento.
| Periodicidade | Vezes por ano | Taxa efetiva |
|---|---|---|
| Anual | 1 | 10,00% |
| Semestral | 2 | 10,25% |
| Trimestral | 4 | 10,38% |
| Mensal | 12 | 10,47% |
| Diária | 365 | 10,52% |
Porque a TAEG é quase sempre maior do que a TAN
A diferença entre as duas taxas tem duas origens. A primeira é a capitalização, que acabámos de ver: pagar juros ao longo do ano faz a taxa efetiva subir acima da nominal. A segunda, e por norma a mais pesada, são os encargos. A comissão de abertura, o imposto do selo, os seguros obrigatórios e outras despesas exigidas para conceder o crédito entram todos no cálculo da TAEG. Uma TAN baixa acompanhada de comissões altas pode resultar numa TAEG pior do que uma TAN mais alta sem encargos. É por isso que a conversão simples, sem custos, dá apenas o piso da TAEG.
A TAEG legal: a equação do Banco de Portugal
No crédito aos consumidores, a TAEG está definida no Decreto-Lei n.º 133/2009 e calcula-se por uma equação de equivalência financeira: a TAEG é a taxa anual que iguala o valor atual de tudo o que recebe ao valor atual de tudo o que paga. O nosso conversor resolve essa equação no modo «TAEG de um crédito»: a partir do montante, do prazo, da TAN e dos encargos, encontra a prestação pelo sistema francês e a taxa que torna os dois fluxos equivalentes. O resultado é a TAEG real, a mesma metodologia que o Banco de Portugal usa e que os bancos têm de apresentar na ficha de informação normalizada.
O imposto do selo no crédito
No crédito ao consumo, o capital paga imposto do selo pela verba 17.2 da Tabela Geral: 1,76 por cento sobre o capital, uma só vez, nos prazos iguais ou superiores a um ano. As comissões pagam 4 por cento pela verba 17.3.4 e os juros podem pagar 4 por cento pela verba 17.3.1. Estes valores entram na TAEG, por isso o conversor permite incluí-los ou não no modo de crédito. No crédito à habitação e no leasing aplicam-se regras próprias de imposto do selo.
Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC
Para escolher entre propostas de crédito, a TAN não chega. Compare pela TAEG, porque reúne tudo o que vai pagar, e pelo MTIC, o montante total imputado ao consumidor, que é a soma do montante do crédito com o custo total do crédito. Dois empréstimos com a mesma TAN podem ter TAEG e MTIC muito diferentes consoante as comissões e os seguros. A TAEG e o MTIC são os números que tornam a comparação justa.
Taxas máximas do Banco de Portugal
No crédito aos consumidores, o Banco de Portugal fixa todos os trimestres uma TAEG máxima por tipo de crédito. Uma TAEG acima desse teto é considerada usura e o contrato não pode ser celebrado. Os tetos variam entre o crédito pessoal, o crédito automóvel, os cartões e as linhas de crédito. Antes de aceitar uma proposta, confirme na página de taxas máximas do Banco de Portugal qual é o teto da categoria do seu crédito.
Simuladores relacionados
- Simulador de crédito pessoal, para a prestação e a TAEG de um empréstimo ao consumo.
- Simulador de crédito automóvel, com a TAEG, o imposto do selo e o teto do Banco de Portugal.
- Simulador de crédito habitação, para a prestação com Euribor e spread.
- Simulador de leasing, para a renda e a TAEG de uma locação financeira.
- Simulador de juros compostos, para ver a capitalização a trabalhar a seu favor.
- Simulador de depósito a prazo, para a TANB e a TAE de uma poupança.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre a TAN e a TAEG?
A TAN é a taxa de juro base, que serve para calcular a prestação. A TAEG junta a tudo isso o efeito da capitalização e todos os custos do crédito: comissões, imposto do selo e seguros obrigatórios. Por isso a TAEG é quase sempre maior e é a taxa que deve usar para comparar propostas.
Como se converte a TAN em TAEG?
Sem encargos, a taxa efetiva é um mais a TAN a dividir pelo número de capitalizações por ano, elevado a esse número, menos um. Com capitalização mensal, uma TAN de 5 por cento dá cerca de 5,12 por cento. Com comissões e imposto do selo, a TAEG real é mais alta e calcula-se com o montante e o prazo.
A TAEG pode ser menor do que a TAN?
Não. A TAEG é sempre maior ou igual à TAN. Só é igual no caso teórico de não haver encargos nenhuns e de não existir capitalização dentro do ano. Num crédito normal, com prestações mensais e custos, a TAEG é maior.
Porque é que a TAEG é maior do que a TAN?
Por duas razões: a capitalização, que faz a taxa efetiva subir acima da nominal, e os encargos, como a comissão de abertura, o imposto do selo e os seguros obrigatórios. A TAEG reúne os dois efeitos num único número anual.
O que entra no cálculo da TAEG?
Entram os juros, as comissões iniciais e periódicas obrigatórias, o imposto do selo e os seguros exigidos para conceder o crédito. Não entram os encargos facultativos nem os custos por incumprimento. A regra está no Decreto-Lei n.º 133/2009 e a TAEG é a taxa anual que iguala o valor recebido ao valor de tudo o que se paga.
Uma TAN com capitalização mensal dá que taxa efetiva?
Quanto mais vezes os juros capitalizam, maior é a taxa efetiva. Para uma TAN de 10 por cento, a taxa efetiva anual é 10 por cento com capitalização anual, 10,25 por cento semestral, cerca de 10,38 por cento trimestral, 10,47 por cento mensal e 10,52 por cento diária.
A TAEG serve para comparar propostas de crédito?
Sim. A TAEG é o melhor número para comparar créditos porque inclui tudo o que vai pagar, não só o juro. Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, o montante total imputado ao consumidor.
O que é a taxa anual efetiva (TAE)?
A TAE mede o efeito da capitalização sobre a TAN, sem incluir encargos. Nos depósitos a prazo aparece como a taxa que corresponde à TANB. Num crédito sem custos, a TAE coincide com a TAEG; com comissões e imposto do selo, a TAEG fica acima da TAE.