Conversor de TAEG e TAN

Converta a taxa anual nominal (TAN) na taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) e vice-versa. No modo de conversão de taxa vê o efeito da capitalização, exato e instantâneo. No modo de crédito calcula a TAEG real de um empréstimo, com comissões, imposto do selo e seguros, pela equação do Banco de Portugal.

O que pretende converter
{{ c.direcao === 'tan-taeg' ? 'Taxa anual efetiva (TAE)' : 'TAN, taxa anual nominal' }}
{{ formatarPct(c.direcao === 'tan-taeg' ? c.efetiva : c.tan) }}
{{ c.direcao === 'tan-taeg' ? 'a partir de uma TAN de ' + formatarPct(c.tan) + ' · igual à TAEG sem encargos' : 'que dá uma taxa efetiva de ' + formatarPct(c.efetiva) }}
Taxa de cada período
{{ formatarPct(c.taxaPeriodo) }}
TAN a dividir por {{ c.m }}
Efeito da capitalização
+{{ formatarPP(c.spread) }}
acréscimo sobre a TAN
Esta conversão considera apenas a capitalização, sem encargos. Num crédito com comissões, imposto do selo ou seguros obrigatórios, a TAEG real é mais alta. Para a calcular, use o separador «TAEG de um crédito».

Taxa efetiva por periodicidade

Para a mesma TAN de {{ formatarPct(c.tan) }}, a taxa efetiva muda com a frequência da capitalização.

PeriodicidadeVezes por anoTaxa efetiva
{{ nomePeriodo(l.periodicidade) }} {{ l.m }} {{ formatarPct(l.efetiva) }}
Dados do crédito
Encargos (opcional)
TAEG real
{{ formatarPct(r.taegPct) }}
TAN {{ formatarPct(r.tan) }} · +{{ formatarPP(r.gapTaegTan) }}
Prestação mensal
€{{ formatar(r.prestacao) }}
capital + juros
Custo total do crédito
€{{ formatar(r.custoTotal) }}
juros + selo + comissões
MTIC
€{{ formatar(r.mtic) }}
total a pagar
Os encargos iniciais que indicou superam o montante recebido. Com estes valores não é possível calcular uma TAEG real fiável. Reveja a comissão de abertura e os seguros.
Sem encargos, esta TAN daria uma taxa efetiva (TAE) de {{ formatarPct(r.efetivaSemEncargos) }}, só pela capitalização. Com as comissões, o imposto do selo e os seguros, a TAEG sobe para {{ formatarPct(r.taegPct) }}, mais {{ formatarPP(r.gapTaegTan) }} do que a TAN.

Decomposição

Montante do crédito: €{{ formatar(r.montante) }}
Total das prestações: €{{ formatar(r.totalPrestacoes) }} ({{ r.prazo }} x €{{ formatar(r.prestacao) }})
Juros totais: €{{ formatar(r.jurosTotais) }}
Custo total do crédito: €{{ formatar(r.custoTotal) }}
MTIC: €{{ formatar(r.mtic) }}

Mapa de amortização

MêsPrestaçãoJuroCapitalSaldo
{{ l.mes }} €{{ formatar(l.prestacao) }} €{{ formatar(l.juro) }} €{{ formatar(l.capital) }} €{{ formatar(l.saldo) }}

Esta é uma estimativa de referência. A TAEG real depende das condições concretas do contrato. O cálculo usa a equação de equivalência financeira do Banco de Portugal. Confirme sempre os valores na ficha de informação normalizada.

TAN, taxa anual nominal
A taxa de juro base de um empréstimo ou de uma aplicação. Serve para calcular os juros e a prestação, mas não inclui custos nem o efeito da capitalização.
TAEG, taxa anual de encargos efetiva global
A taxa anual que junta à capitalização todos os custos obrigatórios do crédito, como comissões, imposto do selo e seguros exigidos. É a taxa definida pelo Decreto-Lei n.º 133/2009 para comparar propostas.
TAE, taxa anual efetiva
A taxa que mede só o efeito da capitalização sobre a TAN, sem encargos. Num crédito sem custos, coincide com a TAEG.
MTIC, montante total imputado ao consumidor
O total em euros que vai pagar pelo crédito: a soma do montante emprestado com o custo total do crédito.
FIN e FINE, ficha de informação normalizada
O documento pré-contratual onde o banco apresenta a TAN, a TAEG e o MTIC. Chama-se FIN no crédito ao consumo e FINE no crédito à habitação.
TANB, taxa anual nominal bruta
A taxa nominal de um depósito a prazo, antes de impostos. A TAE de uma poupança obtém-se a partir dela, pela mesma capitalização que liga a TAN à TAEG.

TAN e TAEG: o que são e em que diferem

A TAN, taxa anual nominal, é a taxa de juro base de um empréstimo ou de uma aplicação. Serve para calcular os juros e a prestação, mas não conta toda a história. A TAEG, taxa anual de encargos efetiva global, é mais completa: parte da mesma taxa de juro, junta o efeito da capitalização e acrescenta todos os custos do crédito, como comissões, imposto do selo e seguros obrigatórios. Num único número anual, a TAEG diz quanto custa, de facto, o dinheiro emprestado. Por isso é quase sempre maior do que a TAN e é a taxa que permite comparar propostas.

TAN e TAEG lado a lado
 TANTAEG
O que éTaxa de juro nominalCusto total em taxa anual
O que incluiSó os jurosJuros, capitalização, comissões, imposto do selo e seguros obrigatórios
Para que serveCalcular a prestaçãoComparar propostas de crédito
RelaçãoPonto de partidaIgual ou maior do que a TAN
Base legalContratoDecreto-Lei n.º 133/2009

Como converter a TAN em TAEG: a fórmula da capitalização

Quando não há encargos, a conversão entre a TAN e a taxa efetiva anual é só matemática e funciona nos dois sentidos. A taxa efetiva é igual a (um mais a taxa de cada período), elevado ao número de períodos do ano, menos um. A taxa de cada período é a TAN a dividir pelo número de capitalizações: com capitalização mensal, é a TAN a dividir por 12.

TAE = (1 + TAN / n)n − 1 n é o número de capitalizações por ano: 12 mensal, 4 trimestral, 2 semestral, 1 anual.

Veja com uma TAN de 6 por cento e capitalização mensal:

  1. Divida a TAN pelo número de capitalizações: 6 por cento a dividir por 12 dá 0,5 por cento ao mês.
  2. Some 1 e capitalize ao longo do ano: 1,005 elevado a 12 é igual a 1,061678.
  3. Subtraia 1: a taxa efetiva anual é 6,168 por cento.

O caminho inverso, da taxa efetiva para a TAN, é igualmente exato e é o que o conversor faz no sentido «TAEG para TAN». O efeito depende da frequência da capitalização: quanto mais vezes os juros são contados dentro do ano, maior fica a taxa efetiva. A tabela seguinte mostra-o para uma TAN de 10 por cento.

Taxa efetiva anual de uma TAN de 10%, por periodicidade
PeriodicidadeVezes por anoTaxa efetiva
Anual110,00%
Semestral210,25%
Trimestral410,38%
Mensal1210,47%
Diária36510,52%

No limite, se a capitalização fosse contínua, a taxa efetiva tenderia para «e» elevado à TAN, menos um. Para uma TAN de 10 por cento, esse limite é 10,52 por cento, o mesmo valor que já se obtém com a capitalização diária. Por isso, passado o salto das primeiras periodicidades, o efeito de capitalizar mais vezes é cada vez menor.

Juro simples, juro composto e capitalização

Dentro de cada período, a TAN aplica juro simples: 0,5 por cento ao mês sobre o capital. O que faz a taxa efetiva subir acima da nominal é a repetição dos períodos, porque os juros passam a contar sobre o que já foi contado. A essa acumulação chama-se juro composto, ou capitalização, e é exatamente o que a taxa efetiva mede. Quanto mais curto o período, mais vezes os juros capitalizam e maior fica a taxa efetiva.

Porque a TAEG é quase sempre maior do que a TAN

A diferença entre as duas taxas tem duas origens. A primeira é a capitalização, que acabámos de ver: pagar juros ao longo do ano faz a taxa efetiva subir acima da nominal. A segunda razão, e por norma a mais pesada, são os encargos. A comissão de abertura, o imposto do selo, os seguros obrigatórios e outras despesas exigidas para conceder o crédito entram todos no cálculo da TAEG. Uma TAN baixa acompanhada de comissões altas pode resultar numa TAEG pior do que uma TAN mais alta sem encargos. É por isso que a conversão simples, sem custos, dá apenas o piso da TAEG.

Um exemplo do princípio ao fim

Imagine um crédito de 10 000 euros a 60 meses, com uma TAN de 9 por cento e uma comissão de abertura de 200 euros. Sem qualquer encargo, a TAN de 9 por cento equivaleria a uma taxa efetiva de 9,38 por cento, que é o piso da TAEG. Quando se juntam a comissão e o imposto do selo, a TAEG real sobe para 11,64 por cento. A prestação é de 207,58 euros por mês.

Quanto custa, ao cêntimo

Juros ao longo dos 5 anos2 455,05 €
Comissão de abertura200,00 €
Imposto do selo (capital 176,00 + comissão 8,00 + juros 98,21)282,21 €
Custo total do crédito2 937,26 €
MTIC, total a pagar (10 000 + custo total)12 937,26 €

A leitura é direta: a TAN diz 9 por cento, mas o crédito custa como uma taxa de 11,64 por cento ao ano. A diferença de 2,64 pontos percentuais é tudo aquilo que a TAN não mostra e a TAEG revela.

Como se calcula a TAEG: a equação do Banco de Portugal

Para calcular a TAEG real de um crédito, parte-se de uma equação de equivalência financeira definida no Decreto-Lei n.º 133/2009: a TAEG é a taxa anual que iguala o valor atual de tudo o que recebe ao valor atual de tudo o que paga. O nosso conversor resolve essa equação no modo «TAEG de um crédito»: a partir do montante, do prazo, da TAN e dos encargos, encontra a prestação pelo sistema francês, com prestação constante, juros decrescentes e amortização de capital crescente, e a taxa que torna os dois fluxos equivalentes. O resultado é a TAEG real, a mesma metodologia que o Banco de Portugal usa e que os bancos têm de apresentar na ficha de informação normalizada.

O que entra e o que não entra na TAEG

A base da TAEG é o custo total do crédito, definido no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 133/2009. Entra tudo o que é obrigatório para obter o crédito e fica de fora o que é facultativo ou resulta de incumprimento.

Entra na TAEG:

  • os juros, calculados à TAN do contrato;
  • a comissão de abertura, por vezes chamada comissão de dossier, e outras comissões obrigatórias;
  • o imposto do selo do crédito;
  • os seguros e serviços exigidos para conceder o crédito ou para o obter nas condições anunciadas;
  • as despesas de registo obrigatórias, como o registo da reserva de propriedade num crédito automóvel.

Não entra na TAEG:

  • os custos notariais;
  • os encargos por incumprimento, como os juros de mora e as despesas de cobrança;
  • os seguros e serviços facultativos, que o cliente pode dispensar;
  • a comissão de reembolso antecipado, que só existe se amortizar o crédito antes do fim.

O imposto do selo no crédito

No crédito ao consumo, o capital paga imposto do selo pela verba 17.2 da Tabela Geral: 1,76 por cento sobre o capital, uma só vez, nos prazos iguais ou superiores a um ano, ou 0,141 por cento por cada mês nos prazos inferiores a um ano. As comissões pagam 4 por cento pela verba 17.3.4 e os juros pagam 4 por cento pela verba 17.3.1. Estes valores entram na TAEG, por isso o conversor permite incluí-los ou não no modo de crédito. No crédito à habitação e no leasing aplicam-se regras próprias de imposto do selo.

TAN variável: Euribor mais spread

Nos créditos de taxa variável, sobretudo no crédito à habitação, a TAN não é fixa. Resulta de um indexante, em regra a Euribor a 3, 6 ou 12 meses, somado a um spread fixo do banco. Por exemplo, uma Euribor de 2,2 por cento mais um spread de 1,2 por cento dá uma TAN de 3,4 por cento, que muda a cada revisão do indexante. A TAEG acompanha essa variação. O crédito à habitação rege-se pelo Decreto-Lei n.º 74-A/2017 e não pelo regime do crédito ao consumo, e a sua TAEG inclui também a avaliação do imóvel e os seguros de vida e multirriscos exigidos. O imposto do selo segue, nesse caso, as regras próprias do crédito à habitação. Para esse cálculo, use o simulador de crédito habitação.

A TAEG no cartão de crédito

No cartão de crédito e noutras formas de crédito renovável não há um montante nem um prazo fixos: o cliente usa, paga e volta a usar o limite disponível. Para que exista uma TAEG comparável, a lei manda calculá-la sobre um cenário convencionado, com um montante e um prazo de referência e reembolsos mensais iguais. Como este crédito não tem garantia e é usado de forma flexível, a sua TAEG está entre as mais altas do mercado e tem um teto próprio, fixado pelo Banco de Portugal. Para efeitos de comparação, a TAEG máxima nos cartões e linhas de crédito no 3.º trimestre de 2026 é de 18,5 por cento, a mais alta de todos os tipos de crédito ao consumo.

TAE e TANB nos depósitos a prazo

As mesmas siglas aparecem do outro lado, na poupança. Num depósito a prazo, a TANB é a taxa anual nominal bruta e a TANL é a líquida, depois dos 28 por cento de imposto sobre os juros. A TAE mede o efeito da capitalização sobre a TANB, com a mesma matemática que converte a TAN numa taxa efetiva, e a TAEL é essa taxa já líquida de imposto. Por exemplo, uma TANB de 4 por cento com capitalização mensal dá uma TAE de 4,074 por cento e, depois do imposto, uma TAEL de 2,918 por cento. Para a poupança, use o simulador de depósito a prazo.

Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC

Para escolher entre propostas de crédito, a TAN não chega. Compare pela TAEG, porque reúne tudo o que vai pagar, e pelo MTIC, o montante total imputado ao consumidor, que é a soma do montante do crédito com o custo total do crédito: o total em euros que sai do seu bolso até ao fim do contrato. Dois empréstimos com a mesma TAN podem ter TAEG e MTIC muito diferentes consoante as comissões e os seguros.

Veja duas propostas para o mesmo crédito de 10 000 euros a 48 meses. A proposta com a TAN mais baixa não é a mais barata.

Duas propostas para 10 000 € a 48 meses
PropostaTANComissãoPrestaçãoTAEGMTIC
A6,5%300 €237,15 €9,78%11 926,53 €
B7,2%0 €240,39 €8,74%11 776,35 €

A proposta A tem a TAN mais baixa e até a prestação mais baixa, mas a comissão de 300 euros empurra a TAEG e o MTIC para cima. A proposta B, com TAN mais alta e sem comissão, fica mais barata no total. É a TAEG, e não a TAN nem a prestação, que diz qual é o melhor crédito.

Onde encontrar a TAEG: a ficha de informação normalizada

Antes de assinar, o banco tem de entregar a ficha de informação normalizada, um documento com as condições do crédito num formato igual em todas as instituições. No crédito ao consumo chama-se FIN e no crédito à habitação chama-se FINE. É aí que encontra a TAN, a TAEG e o MTIC, lado a lado, prontos a comparar entre bancos.

O Decreto-Lei n.º 133/2009 dá-lhe ainda outros direitos. Tem 14 dias de calendário para se arrepender e desistir do contrato sem justificação, ao abrigo do artigo 17.º. Pode amortizar o crédito a qualquer momento, com uma comissão de reembolso antecipado de, no máximo, 0,5 por cento do capital reembolsado em taxa fixa, ou 0,25 por cento se faltar um ano ou menos, e sem comissão em taxa variável (artigo 19.º). E as comissões de processamento das prestações estão proibidas (artigo 23.º-A).

Taxas máximas do Banco de Portugal (taxa de usura)

No crédito aos consumidores, o Banco de Portugal fixa todos os trimestres uma TAEG máxima por tipo de crédito, a chamada taxa de usura. Uma TAEG acima desse teto é usurária e a lei reduz automaticamente a taxa a metade do limite máximo do trimestre, ao abrigo do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 133/2009. O contrato mantém-se, mas com a taxa corrigida a favor do consumidor. Os tetos variam entre o crédito pessoal, o crédito automóvel, os cartões e as linhas de crédito, e mudam a cada trimestre.

TAEG máxima por tipo de crédito ao consumo, Banco de Portugal (2026)
Tipo de crédito2.º trimestre (até 30/06)3.º trimestre (desde 01/07)
Crédito pessoal, finalidade livre15,6%15,3%
Crédito pessoal, educação, saúde, energias renováveis ou locação de equipamentos8,5%8,9%
Crédito automóvel, compra a prestações, novo / usado10,8% / 14,2%10,9% / 14,1%
Crédito automóvel, locação financeira ou ALD, novo / usado4,8% / 6,3%5,1% / 6,6%
Cartões, linhas de crédito, contas correntes e descobertos19,0%18,5%

Os tetos são revistos todos os trimestres. Antes de aceitar uma proposta, confirme o valor em vigor na página de taxas máximas do Banco de Portugal.

Em síntese

  • A TAEG inclui sempre mais do que a TAN: junta a capitalização e todos os encargos obrigatórios.
  • Sem encargos, uma TAN de 6 por cento com capitalização mensal equivale a uma taxa efetiva de 6,168 por cento.
  • Compare créditos pela TAEG e pelo MTIC, nunca só pela TAN nem só pela prestação.

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre a TAN e a TAEG?

A TAN é a taxa de juro base, que serve para calcular a prestação. A TAEG junta a tudo isso o efeito da capitalização e todos os custos do crédito: comissões, imposto do selo e seguros obrigatórios. Por isso a TAEG é quase sempre maior e é a taxa que deve usar para comparar propostas.

Como se converte a TAN em TAEG?

Sem encargos, a taxa efetiva é um mais a TAN a dividir pelo número de capitalizações por ano, elevado a esse número, menos um. Com capitalização mensal, uma TAN de 5 por cento dá cerca de 5,12 por cento. Com comissões e imposto do selo, a TAEG real é mais alta e calcula-se com o montante e o prazo.

A TAEG pode ser menor do que a TAN?

Não. A TAEG é sempre maior ou igual à TAN. Só é igual no caso teórico de não haver encargos nenhuns e de não existir capitalização dentro do ano, ou seja, com pagamento anual único. Num crédito normal, com prestações mensais e custos, a TAEG é maior.

Porque é que a TAEG é maior do que a TAN?

Por duas razões: a capitalização, que faz a taxa efetiva subir acima da nominal, e os encargos, como a comissão de abertura, o imposto do selo e os seguros obrigatórios. A TAEG reúne os dois efeitos num único número anual.

O que entra no cálculo da TAEG?

Entram os juros, as comissões iniciais e periódicas obrigatórias, o imposto do selo e os seguros exigidos para conceder o crédito. Não entram os encargos facultativos nem os custos por incumprimento. A regra está no Decreto-Lei n.º 133/2009 e a TAEG é a taxa anual que iguala o valor recebido ao valor de tudo o que se paga.

Uma TAN com capitalização mensal dá que taxa efetiva?

Quanto mais vezes os juros capitalizam, maior é a taxa efetiva. Para uma TAN de 10 por cento, a taxa efetiva anual é 10 por cento com capitalização anual, 10,25 por cento semestral, cerca de 10,38 por cento trimestral, 10,47 por cento mensal e 10,52 por cento diária.

A TAEG serve para comparar propostas de crédito?

Sim. A TAEG é o melhor número para comparar créditos porque inclui tudo o que vai pagar, não só o juro. Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, o montante total imputado ao consumidor.

O que é a taxa anual efetiva (TAE)?

A TAE mede o efeito da capitalização sobre a TAN, sem incluir encargos. Nos depósitos a prazo aparece como a taxa que corresponde à TANB. Num crédito sem custos, a TAE coincide com a TAEG; com comissões e imposto do selo, a TAEG fica acima da TAE.

O que é o MTIC e em que difere da TAEG?

O MTIC, montante total imputado ao consumidor, é a soma do montante do crédito com o custo total do crédito, ou seja, tudo o que vai pagar em euros ao longo de todo o contrato. A TAEG exprime esse mesmo custo como uma percentagem anual. Use a TAEG para comparar a taxa e o MTIC para ver o valor total em euros.

Qual é a fórmula da TAEG real de um crédito?

A TAEG é a taxa anual que torna equivalentes os dois lados do contrato: o valor atual de tudo o que recebe iguala o valor atual de todas as prestações e encargos que paga. É a equação de equivalência financeira do Decreto-Lei n.º 133/2009. Resolve-se por iteração e é isso que o modo de crédito faz.

O que são a TANB, a TANL, a TAE e a TAEL nos depósitos?

Nos depósitos a prazo, a TANB é a taxa anual nominal bruta e a TANL é a líquida, depois dos 28 por cento de imposto sobre os juros. A TAE mede o efeito da capitalização sobre a TANB, sem encargos, e a TAEL é essa taxa efetiva já líquida de imposto. A matemática da TAE é a mesma que converte a TAN numa taxa efetiva.

O que é a ficha de informação normalizada?

É o documento que o banco tem de entregar antes do contrato, com as condições do crédito num formato padronizado que permite comparar propostas lado a lado. No crédito ao consumo chama-se FIN e no crédito à habitação chama-se FINE. Mostra sempre a TAN, a TAEG e o MTIC.

Qual é a TAEG máxima, ou taxa de usura, em 2026?

O Banco de Portugal fixa todos os trimestres uma TAEG máxima por tipo de crédito. No 3.º trimestre de 2026 é de 15,3 por cento no crédito pessoal de finalidade livre, 18,5 por cento nos cartões e linhas de crédito e entre 5,1 e 14,1 por cento no crédito automóvel. Uma TAEG acima do teto é usurária e a lei reduz automaticamente a taxa a metade desse limite.

Fontes e recursos oficiais