Simulador de Custo de Vida por Concelho em Portugal
Estime quanto custa viver no seu concelho em 2026, mês a mês e repartido por categoria, com a renda mediana do INE por localidade e a comparação com o seu rendimento.
O que é o custo de vida e o que mede este simulador
O custo de vida é o dinheiro necessário, por mês, para suportar as despesas correntes de um agregado: habitação, alimentação, energia, água, comunicações, transportes, saúde, educação, vestuário, lazer e outras despesas. Este simulador estima esse total para o seu concelho, com base na renda mediana do INE por localidade e em referências oficiais para as restantes categorias. O resultado serve para planear o orçamento, perceber quanto precisa de ganhar e comparar concelhos.
A grande diferença de custo entre concelhos está na habitação. As contas, a alimentação e os transportes variam pouco de localidade para localidade; a renda, essa, pode triplicar entre o interior e Lisboa. Por isso a localidade pesa sobretudo pela renda, e é aí que os dados são oficiais.
Como usar o simulador em quatro passos
- Escolha o concelho onde vive ou pretende viver.
- Indique o agregado (adultos e crianças) e a tipologia da casa.
- Selecione o regime de habitação, o transporte e o nível de vida.
- Nos ajustes opcionais, acrescente o seu rendimento para ver o balanço e a renda ou prestação real para um resultado fiel.
Como se estima cada categoria de despesa
Habitação
Em arrendamento, a habitação é a renda mediana de novos contratos por m² publicada pelo INE (indicador 0014706, 1.º trimestre de 2026), multiplicada por uma área típica da tipologia (T0 ou T1 a 55 m², T2 a 80 m², T3 a 105 m², T4 ou mais a 135 m²). Os 24 maiores concelhos têm valor próprio; os restantes usam o valor da sua sub-região. Em casa própria paga, a habitação reflete o IMI, o condomínio, o seguro e a manutenção; com crédito, usa a prestação que indicar.
Alimentação
Compras de supermercado por pessoa, com base no cabaz alimentar e na despesa das famílias do INE, ajustadas pelo nível de vida. As refeições fora de casa entram no lazer, para não duplicar.
Energia
Eletricidade e gás, com base nos consumidores tipo da ERSE para 2026, por escalões de número de pessoas.
Água e saneamento
Água, saneamento e resíduos, a partir da fatura média da ERSAR. Esta fatura varia muito por município, por isso usamos uma referência nacional ajustável.
Comunicações
Pacote de internet, televisão e telemóvel, segundo o mercado e os dados da ANACOM, por nível de vida.
Transportes
Passe de transporte público (30 € municipal, 40 € metropolitano, gratuito para jovens até aos 23 anos) ou carro próprio (combustível segundo a DGEG mais seguro, manutenção e imposto, cerca de 170 € por carro e por mês).
Saúde
Despesa direta das famílias em saúde (medicamentos, consultas, dentista), com base na Conta Satélite da Saúde do INE. As taxas moderadoras no SNS foram abolidas. O seguro de saúde é opcional.
Educação
Por criança, conforme a etapa: creche (gratuita até aos 3 anos pelo programa de gratuitidade), pré-escolar e escolaridade básica e secundária (com manuais gratuitos). A opção de ensino privado eleva o valor.
Vestuário e calçado
Despesa por pessoa, a partir da estrutura de despesa das famílias do INE.
Lazer e cultura
Cultura, restaurantes, cafés e atividades de tempos livres, por pessoa e por nível de vida.
Outras despesas
Higiene e cuidados pessoais, mobiliário e bens para a casa, seguros não relacionados com a habitação e despesas diversas.
Como se ajustam os resultados ao seu caso
Os valores propostos são referências fundamentadas, não as suas faturas. Por isso, nos ajustes opcionais, pode indicar a renda ou a prestação reais, o número de carros, o ensino privado e o seguro de saúde. O nível de vida (económico, médio ou confortável) ajusta as categorias que dependem dos hábitos. Quanto mais ajustar ao seu caso, mais fiel fica a estimativa.
Níveis de vida: o que muda entre económico, médio e confortável
O nível económico cobre o essencial, com compras de marca própria, poucas refeições fora e lazer contido. O nível médio é o padrão equilibrado de uma família portuguesa. O confortável tem mais refeições fora, mais lazer e cultura e maior margem nas compras. A habitação, a energia e a água não mudam com o nível, porque dependem da casa e do agregado, não dos hábitos.
Comparação com o rendimento e com a mediana nacional
Se indicar o rendimento líquido do agregado, o simulador mostra a sobra ou a falta no fim do mês e a taxa de esforço (o peso do custo de vida no rendimento). Avisa também quando a habitação ultrapassa os 35% do rendimento, um sinal de sobrecarga. A comparação com a mediana nacional mostra quanto o seu concelho fica acima ou abaixo do custo de um concelho de renda mediana, com tudo o resto igual.
Diferenças de custo de vida entre concelhos
Entre concelhos, a despesa que mais muda é a renda. Um T2 arrendado custa, em mediana, cerca de 1400 € por mês em Lisboa e menos de 500 € em muitos concelhos do interior. As contas da casa, a alimentação e os transportes são parecidos em todo o país. Por isso, ao comparar onde viver, a renda é quase sempre o fator decisivo.
Quanto custa viver em Lisboa, Porto e outras cidades
Lisboa e os concelhos da sua área metropolitana, como Cascais e Oeiras, têm as rendas mais altas. O Porto e a sua área metropolitana ficam abaixo de Lisboa, mas bem acima do interior. Cidades como Braga, Coimbra ou Leiria oferecem um custo de vida intermédio, com rendas mais baixas e a mesma qualidade de serviços. Use o simulador para ver o valor exato para a sua família em cada concelho.
Concelhos mais baratos e mais caros para viver
Os concelhos mais caros são os da Grande Lisboa e os do litoral do Algarve, por causa da procura turística. Os mais baratos estão no interior norte e centro e no Alto Alentejo, onde a renda mediana pode ficar abaixo dos 5 € por m². A diferença num T2 chega a passar de 800 € por mês só na habitação.
Que salário precisa para viver no seu concelho
Uma regra simples é que a renda não deve ultrapassar um terço do rendimento líquido. Some ao custo de vida estimado uma margem de poupança de 10 a 20% e terá o rendimento recomendado para viver com folga no seu concelho. O simulador mostra a taxa de esforço para o seu caso quando indica o rendimento.
Como reduzir o custo de vida mensal
- A habitação é a maior despesa: uma tipologia mais pequena ou um concelho vizinho com renda mais baixa muda o orçamento por completo.
- Compare tarifários de energia, água e comunicações; a poupança anual costuma chegar a algumas centenas de euros.
- Um passe de transporte público é quase sempre mais barato do que manter um carro só para deslocações urbanas.
- Nas compras, marcas próprias e planeamento das refeições reduzem a fatura da alimentação sem perda de qualidade.
Fontes e metodologia dos dados
A renda da habitação é o valor mediano de novos contratos de arrendamento por m² do INE (indicador 0014706, metodologia 2026, 1.º trimestre de 2026), por concelho ou por sub-região. As restantes categorias são estimativas de referência a partir da ERSE (energia), da ERSAR (água), da DGEG (combustíveis), da ANACOM (comunicações) e do Inquérito às Despesas das Famílias e da Conta Satélite da Saúde do INE. O limiar de risco de pobreza e o rendimento mediano são do INE. Os valores têm como referência junho de 2026 e são revistos quando as fontes oficiais publicam novos dados.
Simuladores relacionados
- Simulador de Salário Líquido, para saber o rendimento líquido a comparar com o custo de vida.
- Atualização de Rendas, para perceber a evolução do valor da renda.
- Custos de Comprar Casa, para o caso de querer comprar em vez de arrendar.
- Crédito Habitação, para estimar a prestação mensal da casa própria.
- Custos de Carro, para detalhar a despesa com o automóvel.
- Calculadora de Inflação, para ver como o custo de vida evolui ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
Quanto custa viver em Portugal por mês em 2026?
Depende do concelho, da dimensão do agregado e do nível de vida. Um casal com um filho num T2, a nível médio, ronda os 1800 euros por mês num concelho do interior e ultrapassa os 2800 euros em Lisboa, sobretudo por causa da renda. O simulador calcula o valor para o seu caso concreto.
Qual é o concelho mais caro para viver em Portugal?
Lisboa, Cascais e Oeiras têm as rendas medianas por m² mais altas do país, segundo o INE, o que faz da habitação a principal diferença de custo entre concelhos. As restantes despesas variam muito menos entre localidades.
Quanto preciso de ganhar para viver sozinho num T1?
Indique no simulador um adulto, tipologia T0 ou T1 e o seu concelho. O total estimado, somado a uma margem para poupança, dá o rendimento líquido mínimo recomendado. Como regra, a renda não deve passar de cerca de um terço do rendimento.
Como é calculada a parcela da habitação?
Em arrendamento, a habitação é a renda mediana de novos contratos por m² do INE para o concelho, multiplicada por uma área típica da tipologia. Pode substituir pela sua renda real nos ajustes. Em casa própria, usa o IMI, condomínio, seguro e manutenção ou a prestação do crédito.
O simulador serve para casa própria já paga?
Sim. Escolha o regime casa própria paga e a habitação passa a refletir o IMI, o condomínio, o seguro e a manutenção, em vez de uma renda. Pode indicar um valor próprio nos ajustes.
E se eu tiver crédito habitação?
Escolha o regime com crédito e indique a prestação mensal nos ajustes para um resultado fiável. Pode estimar a prestação no simulador de crédito habitação da simula.pt.
Porque é que o meu concelho usa o valor da sub-região?
O INE só publica a renda mediana com fiabilidade estatística para os 24 maiores concelhos. Os restantes usam o valor da sua sub-região (NUTS III), claramente assinalado. Se souber a renda real da sua zona, indique-a nos ajustes.
A estimativa inclui poupança ou impostos sobre o rendimento?
Não. O simulador estima a despesa mensal corrente. Não inclui poupança, IRS nem outros impostos sobre o rendimento. Para o rendimento líquido, use o simulador de salário líquido.
Quanto custa criar um filho por mês?
Acrescente uma criança ao agregado e o simulador soma a alimentação, a saúde, a educação, o vestuário e o lazer adicionais. O valor depende muito da educação (creche, pré-escolar ou escola) e do nível de vida escolhido.
Vale mais a pena arrendar ou comprar no meu concelho?
O simulador compara a renda estimada com o custo de uma casa própria. Para a decisão completa, compare a prestação do crédito habitação com a renda e tenha em conta a entrada e os custos de comprar casa, com os simuladores próprios da simula.pt.
O custo de vida muda com o número de pessoas da casa?
Sim. A alimentação, a saúde, o vestuário e o lazer crescem com cada pessoa, e a energia e a água sobem por escalões. A habitação depende da tipologia, não do número de pessoas, por isso o custo por pessoa costuma descer em agregados maiores.
Com que frequência são atualizados os valores de referência?
A renda da habitação acompanha a publicação trimestral do INE. As restantes referências (energia, água, combustíveis, comunicações) são revistas quando as entidades oficiais publicam novos valores. A data dos dados aparece no topo do simulador.
Posso alterar os valores que o simulador propõe?
Sim. Nos ajustes opcionais pode indicar a renda ou a prestação real, o número de carros, a educação privada e o seguro de saúde. Os restantes valores são referências fundamentadas em fontes oficiais, ajustáveis pelo nível de vida.
O resultado serve para um pedido de crédito ou para o senhorio?
Serve como estimativa de planeamento. Não é um documento oficial nem substitui as suas faturas reais. Para um pedido de crédito, o banco usa os seus rendimentos e encargos comprovados.