Simulador de Custo de Lar de Idosos
Quanto custa um lar de idosos em Portugal? Este simulador estima a mensalidade de um lar privado por grau de dependência e região, ou calcula a comparticipação familiar num lar com acordo (IPSS ou Misericórdia) pela fórmula oficial da Segurança Social. Mostra ainda o custo líquido depois dos apoios e da dedução no IRS, com valores de 2026.
Quanto custa um lar de idosos em Portugal em 2026
O custo de um lar de idosos depende, antes de tudo, de ser um lar privado ou um lar com acordo de cooperação com a Segurança Social. Num lar privado, a média nacional ronda os 1 852 euros por mês, com cerca de 1 672 euros em quarto partilhado e perto de 1 921 euros em quarto individual, valores que subiram cerca de 10 por cento face a 2025. Num lar com acordo, gerido por uma IPSS ou por uma Misericórdia, não se paga uma mensalidade fixa: paga-se uma comparticipação calculada sobre o rendimento do idoso, quase sempre bem mais baixa. Este simulador trata os dois casos.
Lar privado: mensalidade por grau de dependência e região
No lar privado, o preço sobe com o grau de dependência, porque um grande dependente exige mais cuidados e mais pessoal. Um idoso autónomo paga, em regra, 900 a 1 800 euros por mês; um dependente parcial, 1 500 a 2 500 euros; um grande dependente, 2 200 euros ou mais. A região também pesa: Lisboa e o Porto são cerca de 10 a 15 por cento mais caros do que a média, enquanto o interior fica cerca de 20 por cento abaixo. A maioria dos lares não cobra joia nem caução.
| Grau de dependência | Mínimo | Típico | Máximo |
|---|---|---|---|
| Autónomo | 900 € | 1 300 € | 1 800 € |
| Dependência parcial (1.º grau) | 1 500 € | 1 850 € | 2 500 € |
| Grande dependente (2.º grau) | 2 200 € | 2 600 € | 3 500 € |
Lar com acordo: como se calcula a comparticipação familiar
Nos lares com acordo, a Segurança Social paga uma parte e o idoso paga uma comparticipação familiar proporcional ao seu rendimento. Aplica-se uma percentagem ao rendimento per capita mensal: 75 por cento para o idoso autónomo, 85 por cento para o 1.º grau de dependência e 90 por cento para o grande dependente. A comparticipação nunca pode ultrapassar o custo real da vaga, que em 2026 tem como referência 1 705,72 euros por mês. A Segurança Social comparticipa 730,26 euros por mês por cada vaga.
A fórmula oficial do rendimento per capita (Portaria 196-A/2015)
O rendimento per capita mensal obtém-se ao dividir o rendimento anual do idoso por doze e ao subtrair as despesas fixas dedutíveis. Na estrutura residencial para pessoas idosas, o agregado considerado é apenas o próprio idoso, pelo que os rendimentos dos filhos não entram na conta. As despesas dedutíveis incluem a renda de casa ou a prestação do crédito de habitação, as despesas de saúde e medicamentos de uso continuado, e os impostos e transportes regulares. A regra consta da Portaria n.º 196-A/2015, republicada pela Portaria n.º 218-D/2019.
| Situação do idoso | Percentagem do rendimento per capita |
|---|---|
| Autónomo | 75% |
| Dependência parcial (1.º grau) | 85% |
| Grande dependente (2.º grau) | 90% |
Graus de dependência: como saber em qual se enquadra
Considera-se autónomo o idoso que come, se desloca e cuida da sua higiene sozinho, ainda que com bengala ou andarilho. Há dependência parcial, ou 1.º grau, quando precisa de ajuda de outra pessoa em pelo menos uma destas tarefas. Há grande dependência, ou 2.º grau, quando está acamado a maior parte do tempo, não consegue cuidar de si ou tem demência grave. O grau determina tanto o preço de um lar privado como a percentagem da comparticipação num lar com acordo, e ainda o valor do complemento por dependência.
Apoios que reduzem o custo: complemento por dependência, CSI e dedução de IRS
Há três grandes apoios. O complemento por dependência, pago pela Segurança Social, vale 131,20 euros por mês no 1.º grau e 236,16 euros no 2.º grau, no regime geral. Atenção: num lar com acordo, o complemento fica limitado ao valor do 1.º grau, mesmo para um grande dependente. O Complemento Solidário para Idosos pode acrescentar até cerca de 670 euros por mês a quem tem rendimentos baixos. Por fim, a dedução no IRS permite recuperar 25 por cento das despesas com o lar, até 403,75 euros por ano, ao abrigo do artigo 84.º do Código do IRS.
Lar privado ou lar com acordo: qual escolher
O lar com acordo é quase sempre mais barato, porque o Estado comparticipa, mas tem vagas limitadas e longas listas de espera. O lar privado tem disponibilidade imediata e maior escolha, mas a mensalidade é cheia. Quem tem um rendimento baixo paga muito pouco num lar com acordo. Quem tem um rendimento mais alto pode, em alguns casos, pagar num lar com acordo um valor próximo do de um lar privado, e aí compensa comparar. Para encontrar lares por concelho, consulte a Carta Social.
Simuladores relacionados
- Simulador do Complemento Solidário para Idosos, para o apoio a idosos de baixos rendimentos.
- Simulador de pensão de reforma, para estimar a pensão do idoso.
- Simulador de deduções à coleta do IRS, para o efeito das despesas de lar no imposto.
- Simulador de idade da reforma, para saber quando se pode reformar.
- Simulador de IRS, para o imposto sobre o rendimento.
Perguntas frequentes
Quanto custa, em média, um lar de idosos em 2026?
Em lares privados, a média nacional ronda os 1 852 euros por mês, cerca de 1 672 euros em quarto partilhado e perto de 1 921 euros em quarto individual, com uma subida de cerca de 10 por cento face a 2025. Em lares com acordo de cooperação, paga-se uma comparticipação calculada sobre o rendimento do idoso, normalmente bem mais baixa.
Como se calcula a comparticipação num lar IPSS?
Aplica-se uma percentagem ao rendimento per capita mensal do idoso. O rendimento per capita é o rendimento mensal menos as despesas fixas dedutíveis. A percentagem é de 75 por cento para o autónomo, 85 por cento para o 1.º grau de dependência e 90 por cento para o grande dependente. Na estrutura residencial, o agregado considerado é apenas o próprio idoso.
Os rendimentos dos filhos contam para o cálculo?
Não. Na estrutura residencial para pessoas idosas, a lei manda considerar apenas os rendimentos do próprio idoso. Os filhos podem contribuir de forma voluntária, mas isso é negociado à parte com a instituição.
Quanto paga o Estado por cada vaga num lar com acordo?
Em 2026, a Segurança Social comparticipa 730,26 euros por mês por cada vaga em estrutura residencial, valor em vigor após a adenda de abril de 2026. O custo de referência da vaga é de 1 705,72 euros por mês.
Que apoios existem para ajudar a pagar o lar?
Existe o complemento por dependência, de 131,20 euros no 1.º grau e 236,16 euros no 2.º grau no regime geral, o Complemento Solidário para Idosos, até cerca de 670 euros por mês, e a dedução de 25 por cento das despesas com o lar no IRS.
Quanto poupo no IRS com as despesas de lar?
Deduz 25 por cento das despesas com o lar à coleta, até ao limite de 403,75 euros por ano. Para chegar ao limite bastam cerca de 1 615 euros de despesa anual. As faturas têm de ter o número de contribuinte do idoso e ser comunicadas à Autoridade Tributária.
No 2.º grau de dependência recebo mais complemento num lar IPSS?
Não. Num lar financiado pelo Estado, ou seja, com acordo, o complemento por dependência fica limitado ao valor do 1.º grau, mesmo que o grau real seja o 2.º. O valor pleno do 2.º grau só se recebe num lar privado sem acordo.
A comparticipação pode ser maior do que o custo do lar?
Não. A comparticipação familiar nunca pode ultrapassar o custo real da vaga apurado pela instituição, com referência a 1 705,72 euros por mês em 2026.