Simulador de Crédito Pessoal 2026

Cálculo da prestação mensal, dos juros totais, do MTIC e da TAEG do crédito pessoal, nos termos do Decreto-Lei n.º 133/2009 (crédito aos consumidores), com comparação automática às TAEG máximas do Banco de Portugal em vigor no 2.º trimestre de 2026 e estimativa do Imposto do Selo.

Prestação Mensal
€{{ formatarNumero(resultado.prestacaoMensal) }}
{{ resultado.inputs.prazoMeses }} prestações constantes (sistema francês){{ resultado.inputs.encargoMensal > 0 ? ', mais €' + formatarNumero(resultado.inputs.encargoMensal) + ' de seguro por mês' : '' }}
Juros Totais
€{{ formatarNumero(resultado.jurosTotais) }}
TAN de {{ formatarPercentagem(resultado.inputs.tan) }}%
MTIC
€{{ formatarNumero(resultado.mticFinal) }}
Montante total imputado ao consumidor{{ resultado.inputs.incluirSelo ? ', com Imposto do Selo' : ', sem Imposto do Selo' }}
TAEG
{{ formatarPercentagem(resultado.taegFinal) }}%
Forma legal (1 casa decimal): {{ formatarPercentagem(resultado.taegFinalLegal, 1) }}%
TAEG acima do máximo legal. A TAEG desta simulação ({{ formatarPercentagem(resultado.taegFinal) }}%) excede a TAEG máxima do {{ resultado.trimestre }} para esta finalidade ({{ formatarPercentagem(resultado.taegMaxima, 1) }}%). Nenhuma instituição pode propor legalmente um contrato nestas condições: seria usurário, nos termos do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 133/2009.
A TAEG desta simulação ({{ formatarPercentagem(resultado.taegFinal) }}%) respeita a TAEG máxima do {{ resultado.trimestre }} para esta finalidade ({{ formatarPercentagem(resultado.taegMaxima, 1) }}%), fixada pelo Banco de Portugal.
{{ aviso }}

Como chegámos a este valor

Taxa mensal: TAN {{ formatarPercentagem(resultado.inputs.tan) }}% / 12 = {{ formatarPercentagem(resultado.taxaMensal * 100, 4) }}% ao mês
Prestação: {{ resultado.inputs.tan > 0 ? 'P = C × i / (1 - (1 + i)^(-n))' : 'P = C / n (TAN nula)' }} = €{{ formatarNumero(resultado.prestacaoMensal) }}
Juros totais: {{ resultado.inputs.prazoMeses }} × €{{ formatarNumero(resultado.prestacaoMensal) }} - €{{ formatarNumero(resultado.inputs.montante) }} = €{{ formatarNumero(resultado.jurosTotais) }}
Custos não juro: €{{ formatarNumero(resultado.inputs.comissaoInicial) }} de comissão inicial + {{ resultado.inputs.prazoMeses }} × €{{ formatarNumero(resultado.inputs.encargoMensal) }} de encargos mensais = €{{ formatarNumero(resultado.custosNaoJuro) }}
MTIC sem Imposto do Selo: €{{ formatarNumero(resultado.inputs.montante) }} + €{{ formatarNumero(resultado.jurosTotais) }} + €{{ formatarNumero(resultado.custosNaoJuro) }} = €{{ formatarNumero(resultado.mtic) }}
TAEG: {{ formatarPercentagem(resultado.taegFinal) }}% (equação do anexo I do Decreto-Lei n.º 133/2009, resolvida numericamente)

Estimativa do Imposto do Selo{{ resultado.inputs.incluirSelo ? ' (incluída no MTIC e na TAEG acima)' : ' (informativa, não incluída no MTIC e na TAEG acima)' }}

Sobre o capital utilizado ({{ resultado.inputs.prazoMeses >= 12 ? 'verba 17.2.2/17.2.3 da TGIS, 1,76%, taxa única' : 'verba 17.2.1 da TGIS, 0,141% por mês ou fração' }}): €{{ formatarNumero(resultado.selo.capital) }}
Sobre os juros (verba 17.3.1, 4%): €{{ formatarNumero(resultado.selo.juros) }}
Sobre a comissão inicial (verba 17.3.4, 4%): €{{ formatarNumero(resultado.selo.comissoes) }}
Total estimado: €{{ formatarNumero(resultado.selo.total) }} · MTIC com selo: €{{ formatarNumero(resultado.mticComSelo) }}

MêsPrestaçãoJurosAmortizaçãoCapital em dívida
{{ linha.mes }} €{{ formatarNumero(linha.prestacao) }} €{{ formatarNumero(linha.juro) }} €{{ formatarNumero(linha.amortizacao) }} €{{ formatarNumero(linha.saldo) }}

Este valor é indicativo e tem caráter meramente informativo. Não substitui a FINE nem a proposta contratual da instituição de crédito. Confirme sempre as condições junto do banco e no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal.

O que é o crédito pessoal e que lei o regula

O crédito pessoal é um empréstimo a consumidores, sem garantia hipotecária, para finalidades como obras, saúde, educação, mobiliário ou consolidação de dívidas. Em Portugal, está regulado pelo regime do crédito aos consumidores, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de junho, que transpôs a Diretiva 2008/48/CE. O regime aplica-se a contratos com montante total entre 200 e 75 000 euros (artigo 2.º, n.º 1, alínea c)): abaixo de 200 euros ou acima de 75 000 euros, o contrato fica fora destas regras de proteção.

Este regime obriga o banco a entregar, antes do contrato, a ficha de informação normalizada (FINE), com a TAN, a TAEG e o MTIC da proposta. Desde 1 de janeiro de 2010 vigora também um sistema de taxas máximas (artigo 28.º): o Banco de Portugal publica em cada trimestre as TAEG máximas por tipo de contrato e nenhuma proposta pode ultrapassá-las. Nota para o fim de 2026: a Diretiva (UE) 2023/2225 (CCD2) aplica-se a partir de 20 de novembro de 2026 e, em junho de 2026, Portugal ainda não tinha publicado o diploma de transposição; o método de cálculo da TAEG mantém-se igual na nova diretiva, pelo que os resultados deste simulador não são afetados.

TAN, TAEG e MTIC: os três números que deve comparar

A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro do empréstimo e só mede os juros. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) mede o custo total do crédito em percentagem anual: além dos juros, entra com as comissões, os impostos e os seguros exigidos (artigo 4.º, n.º 1, alínea g), e artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 133/2009). O MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) é a soma, em euros, de tudo o que vai pagar: capital, juros, comissões, impostos e seguros. Duas propostas com a mesma TAN podem ter TAEG e MTIC muito diferentes; compare sempre pelos dois últimos.

Como se calcula a prestação do crédito pessoal em 2026

O simulador segue o método usado pelos bancos portugueses (sistema francês, prestações constantes) e a equação legal da TAEG (anexo I do Decreto-Lei n.º 133/2009, com o ano padrão de 12 meses e o mês padrão de 30 dias):

  1. Taxa mensal: i = TAN / 12. Exemplo: TAN de 9% dá i = 0,75% ao mês.
  2. Prestação mensal: P = C × i / (1 - (1 + i)^(-n)), com C o capital e n o número de meses. A prestação é arredondada aos cêntimos. Com TAN nula, P = C / n.
  3. Juros totais: J = n × P - C.
  4. Custos não juro: comissão inicial mais a soma dos encargos mensais (seguros) ao longo do prazo.
  5. MTIC: capital + juros + custos não juro (+ Imposto do Selo, se ativar essa opção).
  6. TAEG: taxa X que iguala, no momento inicial, o crédito recebido (líquido da comissão inicial) ao valor atual de todas as prestações e encargos, com desconto de (1 + X)^(-k/12) na prestação do mês k. A equação resolve-se numericamente. A lei manda divulgar a TAEG com uma casa decimal, com arredondamento para cima quando a décima seguinte é igual ou superior a 5 (anexo I, parte I, observação d)).

TAEG máximas do Banco de Portugal em 2026

Nos termos do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 133/2009 e do artigo 4.º da Instrução do Banco de Portugal n.º 19/2024, a TAEG máxima de cada tipo de contrato corresponde à TAEG média praticada no trimestre anterior acrescida de um quarto, sem exceder em 50% a TAEG média da totalidade dos contratos. As taxas do 2.º trimestre de 2026 (1 de abril a 30 de junho) foram divulgadas pelo comunicado do Banco de Portugal de 5 de março de 2026; as do 3.º trimestre (a partir de 1 de julho) já estão publicadas:

Tipo de contratoTAEG máxima 2.º T 2026TAEG máxima 3.º T 2026
Crédito pessoal: educação, saúde, transição energética e locação financeira de equipamentos8,5%8,9%
Outros créditos pessoais (lar, obras, consolidado e outras finalidades)15,6%15,3%
Crédito automóvel: locação financeira ou ALD, veículos novos4,8%5,1%
Crédito automóvel: locação financeira ou ALD, veículos usados6,3%6,6%
Crédito automóvel: com reserva de propriedade e outros, veículos novos10,8%10,9%
Crédito automóvel: com reserva de propriedade e outros, veículos usados14,2%14,1%
Cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto19,0%18,5%
Ultrapassagens de crédito (TAN máxima)19,0%18,5%

Um contrato com TAEG acima do máximo do trimestre é usurário: a TAEG é automaticamente reduzida a metade do limite máximo aplicável, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal do credor (artigo 28.º, n.º 6). O simulador compara a TAEG calculada com o limite da finalidade escolhida e avisa quando o ultrapassa.

Imposto do Selo no crédito pessoal

O crédito ao consumo paga Imposto do Selo em duas frentes, conforme a Tabela Geral do Imposto do Selo (TGIS). O agravamento de 50% destas taxas, em vigor entre 2016 e 2022, terminou a 1 de janeiro de 2023 e não foi reintroduzido pelo Orçamento do Estado para 2026 (Lei n.º 73-A/2025), pelo que em 2026 vigoram as taxas normais:

Verba TGISFacto tributárioTaxa em 2026
17.2.1Utilização de crédito ao consumo, prazo inferior a 1 ano0,141% por mês ou fração, sobre o capital utilizado
17.2.2Utilização de crédito ao consumo, prazo igual ou superior a 1 ano (e inferior a 5)1,76% sobre o capital utilizado (taxa única)
17.2.3Utilização de crédito ao consumo, prazo igual ou superior a 5 anos1,76% sobre o capital utilizado (taxa única)
17.2.4Crédito em conta corrente, descoberto bancário ou duração indeterminada0,141% sobre a média mensal da dívida, em cada mês
17.3.1Juros cobrados por instituições de crédito4% sobre o valor dos juros
17.3.4Comissões e outras contraprestações por serviços financeiros4% sobre o valor da comissão

Na prática bancária, o selo sobre a utilização (1,76% nos prazos iguais ou superiores a um ano) é cobrado de uma só vez no desembolso, e o selo sobre os juros (4%) é cobrado mensalmente, sobre a componente de juros de cada prestação. O Imposto do Selo faz parte do custo total do crédito e, por isso, entra na TAEG e no MTIC oficiais. No simulador, a estimativa do selo é apresentada em separado; pode ativá-la para a somar ao MTIC e à TAEG.

Exemplos práticos com valores de 2026

Exemplo 1, crédito simples sem custos: 10 000 euros, TAN de 9%, 60 meses, sem comissões nem seguros. A taxa mensal é 0,75% e a prestação é de 207,58 euros. Os juros totais são 2 454,80 euros e o MTIC é de 12 454,80 euros. A TAEG é de 9,38% (forma legal: 9,4%), abaixo do máximo de 15,6% para outros créditos pessoais no 2.º trimestre de 2026.

Exemplo 2, caso completo com comissão e seguro: 15 000 euros, TAN de 6%, 48 meses, comissão inicial de 200 euros e seguro de 10 euros por mês. A prestação é de 352,28 euros, os juros totais são 1 909,44 euros, os custos não juro somam 680 euros e o MTIC (sem selo) é de 17 589,44 euros. A TAEG é de 8,45% (forma legal: 8,4%). A estimativa de Imposto do Selo é de 264,00 euros sobre o capital (1,76%), 76,38 euros sobre os juros (4%) e 8,00 euros sobre a comissão (4%), num total de 348,38 euros; o MTIC com selo sobe para 17 937,82 euros.

Exemplo 3, contrato usurário: 3 000 euros, TAN de 14%, 12 meses, comissão inicial de 90 euros, para outras finalidades. A prestação é de 269,36 euros, os juros totais são 232,32 euros e o MTIC é de 3 322,32 euros. A TAEG resulta em 21,76% (forma legal: 21,8%), acima do máximo de 15,6% do 2.º trimestre de 2026: nenhuma instituição pode propor legalmente este contrato.

Reembolso antecipado, comissões proibidas e outros direitos

  • Reembolso antecipado: pode pagar o crédito, total ou parcialmente, a todo o tempo, com pré-aviso mínimo de 30 dias de calendário (artigo 19.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 133/2009).
  • Comissão de reembolso em taxa fixa: no máximo 0,5% do capital reembolsado se faltar mais de um ano para o fim do contrato, ou 0,25% se faltar um ano ou menos; nunca pode exceder os juros que pagaria entre o reembolso e o termo do período de taxa fixa (artigo 19.º, n.os 4 e 6).
  • Comissão de reembolso em taxa variável: proibida (artigo 19.º, n.º 5, alínea c)).
  • Comissão de processamento de prestações: proibida desde 1 de janeiro de 2021 (artigo 23.º-A, aditado pela Lei n.º 57/2020, de 28 de agosto).
  • Taxas máximas: a TAEG da proposta nunca pode exceder o máximo trimestral do Banco de Portugal para o tipo de contrato (artigo 28.º).

Erros comuns ao simular um crédito pessoal

  • Comparar propostas pela TAN: duas propostas com a mesma TAN podem ter custos totais muito diferentes; o que conta é a TAEG e o MTIC.
  • Esquecer o seguro mensal: um prémio de poucos euros por mês, multiplicado por 60 ou 84 meses, altera o MTIC em centenas de euros e sobe a TAEG.
  • Ignorar o Imposto do Selo: nos prazos iguais ou superiores a um ano, só o selo sobre o capital custa 1,76% do montante, logo no desembolso.
  • Alargar o prazo para baixar a prestação sem olhar aos juros: a prestação desce, mas os juros totais e o MTIC sobem.
  • Confundir o limite da finalidade: o máximo de 8,5% (2.º trimestre de 2026) só vale para educação, saúde, transição energética e locação financeira de equipamentos; os restantes créditos pessoais comparam-se com 15,6%.
  • Aceitar comissões de processamento de prestações, que são proibidas por lei desde 2021.

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre TAN e TAEG?

A TAN é a taxa de juro anual nominal do empréstimo: só mede os juros. A TAEG mede o custo total em percentagem anual: inclui juros, comissões, impostos e seguros exigidos. Para comparar propostas de crédito deve usar sempre a TAEG e o MTIC.

O que é o MTIC?

É o montante total imputado ao consumidor: a soma de tudo o que vai pagar pelo crédito (capital, juros, comissões, impostos, seguros e outros encargos). Consta obrigatoriamente da ficha de informação normalizada (FINE) que o banco entrega antes do contrato.

Existe um limite legal para a taxa do crédito pessoal?

Sim. O Banco de Portugal publica trimestralmente TAEG máximas. No 2.º trimestre de 2026, o máximo é de 8,5% para crédito pessoal com finalidade educação, saúde, transição energética ou locação financeira de equipamentos, e de 15,6% para os outros créditos pessoais. Um contrato acima destes limites é usurário.

Posso pagar o crédito pessoal antecipadamente?

Sim, a todo o tempo, com pré-aviso mínimo de 30 dias. Em contratos de taxa fixa, a comissão de reembolso antecipado está limitada a 0,5% do capital reembolsado (ou 0,25% se faltar um ano ou menos para o fim do contrato). Em taxa variável não pode ser cobrada comissão.

Quanto Imposto do Selo se paga num crédito pessoal?

Num crédito com prazo igual ou superior a 1 ano, paga 1,76% sobre o capital utilizado, de uma só vez, mais 4% sobre os juros e sobre as comissões cobradas pelo banco. Em prazos inferiores a 1 ano, o selo sobre o capital é de 0,141% por cada mês ou fração.

O banco pode cobrar uma comissão por processar cada prestação?

Não. Desde a Lei n.º 57/2020, as instituições não podem cobrar comissões associadas ao processamento das prestações do crédito nem comissões com a mesma finalidade (artigo 23.º-A do Decreto-Lei n.º 133/2009).

O que acontece se um contrato tiver TAEG acima do máximo legal?

O contrato é considerado usurário (artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 133/2009) e a TAEG é automaticamente reduzida a metade do limite máximo aplicável, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal do credor.

O seguro de vida é obrigatório no crédito pessoal?

A lei não o exige, mas o banco pode exigi-lo como condição de concessão ou de melhor preço. Se for exigido para obter o crédito, o custo do seguro tem de entrar na TAEG. Compare sempre propostas pela TAEG e pelo MTIC, não pela TAN.

Fontes e recursos oficiais

Aviso: esta simulação tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento financeiro nem proposta contratual. Os valores reais dependem da avaliação de risco da instituição de crédito e das condições do contrato. Não dispensa a consulta das fontes oficiais, em particular do Banco de Portugal e do Portal das Finanças, nem da FINE entregue pelo banco.