Simulador de Juros Compostos

Calcule quanto rende o seu dinheiro com capitalização composta: capital inicial, reforços mensais, evolução ano a ano em tabela e gráfico, e exportação em PDF. A taxa capitaliza mensalmente, a convenção mais comum nas aplicações com entregas regulares.

Montante Final
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Valor total após {{ formData.periodo }} anos
Total Investido
€{{ formatarNumero(resultado.totalInvestido) }}
Capital inicial mais contribuições
Juros Acumulados
€{{ formatarNumero(resultado.jurosAcumulados) }}
Rendimento total dos juros compostos
Rentabilidade Total
{{ formatarNumero(resultado.rentabilidadePercentual) }}%
Ganho percentual sobre o investido
Ano Capital Investido Juros do Ano Total Acumulado
{{ index + 1 }} €{{ formatarNumero(ano.capital) }} €{{ formatarNumero(ano.juros) }} €{{ formatarNumero(ano.total) }}

O que são juros compostos?

Os juros compostos são o mecanismo de capitalização em que os juros gerados num período são adicionados ao capital e passam a gerar novos juros nos períodos seguintes. Este efeito multiplicador cria um crescimento exponencial do investimento ao longo do tempo e é a base de quase todos os produtos de poupança e investimento de longo prazo: depósitos renovados, certificados de aforro, fundos de acumulação, PPR ou ETF.

Ao contrário dos juros simples, em que apenas o capital inicial rende juros, nos juros compostos tanto o capital inicial como os juros já acumulados geram novos rendimentos. Esta característica cria um efeito de bola de neve que acelera o crescimento do investimento, sobretudo em prazos longos. É também por isso que as dívidas com juros que capitalizam, como o crédito renovável ou o cartão de crédito, crescem tão depressa contra o devedor.

A fórmula dos juros compostos

Para um capital único, sem reforços, o montante final calcula-se com a fórmula:

M = C × (1 + i)n

em que M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa de juro por período e n o número de períodos. Com reforços regulares, soma-se ainda o valor futuro de cada entrega.

Este simulador capitaliza mensalmente: divide a taxa anual indicada por 12, aplica-a ao saldo no fim de cada mês e adiciona depois a contribuição mensal. É a convenção mais comum nas aplicações com entregas regulares. Com capitalização mensal, uma taxa nominal de 5% ao ano corresponde a uma taxa efetiva anual de cerca de 5,12%, porque os juros de cada mês rendem nos meses seguintes.

Exemplo prático

Considere um investimento inicial de 10 000 € com uma taxa de juro anual de 5% e capitalização anual:

  • Ano 1: o capital de 10 000 € rende 500 € de juros e termina o ano em 10 500 €.
  • Ano 2: o capital de 10 500 € rende 525 € de juros e termina o ano em 11 025 €.
  • Ano 3: o capital de 11 025 € rende 551,25 € de juros e termina o ano em 11 576,25 €.

Os juros aumentam todos os anos porque incidem sobre um capital cada vez maior. Ao fim de 10 anos, o montante final seria de cerca de 16 289 €, sem qualquer contribuição adicional: mais 6 289 € de juros, contra apenas 5 000 € se os juros fossem simples.

Como usar este simulador

  1. Capital inicial: indique o valor que investe à partida. Pode ser zero, se começar do nada com entregas mensais.
  2. Contribuição mensal: se planeia reforçar todos os meses, indique o valor. Deixe em zero se for apenas um investimento único.
  3. Taxa de juro anual: indique a rentabilidade anual esperada, em percentagem. Seja realista: em 2026, os depósitos a prazo e os certificados de aforro rendem na ordem de 1,5% a 2,5% brutos, os fundos mistos moderados 3% a 5% e os fundos de ações têm rendido historicamente 6% a 10% ao ano, mas com risco de perdas em qualquer ano concreto.
  4. Período: defina o número de anos do investimento. Prazos mais longos potenciam o efeito dos juros compostos.

A importância do tempo nos juros compostos

O fator tempo é o que mais pesa no resultado final. Quanto mais cedo começar, maior o efeito multiplicador: um investimento que comece 10 anos mais cedo pode valer muito mais no fim, mesmo que o valor total investido seja igual.

Exemplo comparativo

Cenário A: o João investe 200 € por mês durante 30 anos (dos 25 aos 55 anos) a uma taxa de 6% ao ano. Total investido: 72 000 €. Montante final: cerca de 201 000 €.

Cenário B: a Maria investe 400 € por mês durante 15 anos (dos 40 aos 55 anos) à mesma taxa de 6% ao ano. Total investido: 72 000 €. Montante final: cerca de 116 000 €.

Apesar de investirem o mesmo montante total, o João acumula quase o dobro, porque os juros compostos tiveram mais 15 anos para atuar sobre as primeiras entregas.

Estratégias para maximizar os juros compostos

Começar cedo

Iniciar o investimento o mais cedo possível é a estratégia mais eficaz. Mesmo com valores pequenos, o tempo permite que os juros compostos trabalhem a seu favor.

Contribuições regulares

Entregas mensais consistentes, mesmo que modestas, aceleram bastante o crescimento do património. Este método de investimento faseado, conhecido por custo médio, também reduz o risco de aplicar tudo num momento menos favorável do mercado.

Reinvestir os rendimentos

Para beneficiar plenamente dos juros compostos, é essencial reinvestir os rendimentos em vez de os levantar. Cada euro de juros reinvestido gera novos juros no futuro. Em fundos, prefira as classes de acumulação às de distribuição se o objetivo for capitalizar.

Vigiar custos e impostos

As comissões anuais e a tributação também capitalizam, mas contra si. Uma comissão de gestão de 1,5% ao ano num fundo que rende 5% consome quase um terço do rendimento ao longo de 20 anos. Compare custos antes de escolher o produto.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre juros simples e juros compostos?

Nos juros simples, apenas o capital inicial rende juros, sempre com base no mesmo valor. Nos juros compostos, os juros acumulados são adicionados ao capital e passam também a render juros, o que cria um crescimento exponencial.

Qual é a fórmula dos juros compostos?

M = C × (1 + i)n, em que M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa de juro por período e n o número de períodos. Com reforços regulares soma-se o valor futuro de cada entrega, que este simulador calcula automaticamente mês a mês.

Que taxa de juro devo usar no simulador?

Use taxas realistas conforme o tipo de aplicação: depósitos a prazo e certificados de aforro rendem atualmente na ordem de 1,5% a 2,5% brutos ao ano, fundos mistos moderados 3% a 5% e fundos de ações têm rendido historicamente 6% a 10% ao ano, mas com risco de perdas. Taxas mais altas implicam sempre mais risco.

Com que frequência capitaliza este simulador?

Mensalmente: a taxa anual indicada é dividida por 12 e aplicada todos os meses, e os reforços mensais entram no fim de cada mês. Quanto maior a frequência de capitalização, maior o rendimento final, embora a diferença entre capitalização mensal e anual seja pequena para taxas baixas.

É melhor investir muito de uma vez ou pouco todos os meses?

Depende da situação financeira e da tolerância ao risco. Investir regularmente reduz o risco de entrar no mercado num mau momento e promove disciplina; um investimento inicial maior beneficia desde logo da capitalização, mas exige capital disponível.

Como são tributados os juros e as mais-valias em Portugal?

Os rendimentos de capitais (juros de depósitos, cupões de obrigações) e as mais-valias de valores mobiliários são, em regra, tributados a 28% em IRS, com opção de englobamento quando for mais favorável. Os PPR têm tributação reduzida se forem cumpridas as condições de resgate previstas na lei. O simulador apresenta valores brutos, antes de impostos e comissões.

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Fontes e recursos oficiais

Os valores apresentados são brutos, antes de impostos, comissões e inflação. As rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras.