Simulador de Conta Poupança

Quanto rende a sua conta poupança ou conta remunerada? Escreva o saldo, o reforço mensal, o prazo e a TAN bruta do seu banco. O simulador conta os juros dia a dia, aplica o imposto de 28% (19,6% nos Açores e na Madeira) e mostra os juros líquidos, a TAE, o saldo final e a evolução mês a mês. Serve para bancos portugueses e para bancos estrangeiros, como a Trade Republic, em que é a pessoa que declara os juros no IRS.

Exemplos:
Quem trata do imposto?
Opções avançadas: base de cálculo (360 ou 365 dias), data de abertura e cêntimos

O imposto é sempre arredondado ao cêntimo mais próximo. Com juros diários, os juros acumulam-se e só são creditados quando dão pelo menos 0,01 € líquidos.

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Como usar o simulador de conta poupança

Escreva o saldo com que abre a conta, o reforço que junta todos os meses (ou noutra periodicidade), o prazo e a TAN bruta que o banco anuncia. Escolha de quanto em quanto tempo o banco paga os juros e quem trata do imposto. O resultado aparece logo, sem botão de calcular: saldo final, juros brutos, imposto, juros líquidos, TAE, um gráfico da evolução do saldo e uma tabela mês a mês.

  • A taxa é sempre a sua. O simulador não traz taxas de bancos, porque mudam com frequência. Copie a TAN da aplicação do banco ou da ficha de informação normalizada da conta.
  • Opções avançadas: base de cálculo (Atual/360 ou Atual/365), data de abertura (conta os dias reais de cada mês, com o 29 de fevereiro) e a forma de arredondar os cêntimos.
  • Comparar contas: marque «Comparar com outra conta» para ver duas taxas ou duas formas de pagamento lado a lado, com os mesmos depósitos e o mesmo prazo.
  • Partilhar: o endereço da página guarda a simulação. O botão «Copiar ligação» copia esse endereço para enviar a outra pessoa.
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O que é uma conta poupança e uma conta remunerada

Uma conta poupança é um depósito bancário em que o dinheiro fica disponível e rende juros a uma taxa anual. O Decreto-Lei n.º 430/91 prevê cinco modalidades de depósito: à ordem, com pré-aviso, a prazo, a prazo não mobilizáveis antecipadamente e em regime especial. As «contas poupança» com mobilização livre e as «contas remuneradas» das aplicações e dos bancos digitais são, na prática, depósitos à ordem ou depósitos com regras próprias, que pagam juros calculados todos os dias sobre o saldo.

A diferença face ao depósito a prazo é a liberdade: pode juntar e levantar dinheiro quando quiser, e a taxa pode mudar a qualquer momento. Num depósito a prazo, o capital fica aplicado até ao vencimento a uma taxa acordada. Por isso, uma conta poupança serve bem para o fundo de emergência e para objetivos de curto prazo; para prazos longos, compare também com os Certificados de Aforro e as Obrigações do Tesouro.

Como se calculam os juros de uma conta poupança

Os juros de uma conta poupança contam dia a dia sobre o saldo de cada dia. O simulador segue quatro passos:

  1. Juro de cada dia: saldo do fim do dia × TAN bruta ÷ 360. É a base Atual/360 que a lei impõe aos depósitos em Portugal: cada dia vale 1/360 da TAN, por isso um ano de 365 dias rende 365/360 da taxa anunciada.
  2. Pagamento: os juros diários acumulam-se e o banco credita-os na conta na data de pagamento (todos os dias, todos os meses, de três em três meses ou no fim). Nessa altura arredonda ao cêntimo.
  3. Imposto: sobre os juros brutos de cada pagamento aplica-se a taxa de IRS (28% no continente), também arredondada ao cêntimo.
  4. Capitalização: os juros líquidos somam-se ao saldo e passam a render juros nos dias seguintes.

Exemplo 1: 10 000 € a 2% durante um ano, juros pagos no fim. Com abertura a 1 de janeiro de 2026, o ano tem 365 dias: 10 000 × 2% × 365 ÷ 360 = 202,78 € de juros brutos. O imposto de 28% é 56,78 € e ficam 146,00 € líquidos, num saldo final de 10 146,00 €. Com base Atual/365 (usada por alguns bancos estrangeiros), os mesmos 365 dias davam 200,00 € brutos e 144,00 € líquidos.

Exemplo 2: os mesmos 10 000 € com juros pagos todos os meses. Em janeiro (31 dias), os juros são 10 000 × 2% × 31 ÷ 360 = 17,22 €; o imposto é 4,82 € e entram 12,40 € na conta, que passa a 10 012,40 €. Em fevereiro (28 dias), os juros já se calculam sobre 10 012,40 € e dão 15,57 €. Ao fim de 12 pagamentos, o saldo é 10 146,99 €: mais 0,99 € do que com um só pagamento, porque os juros pagos todos os meses também rendem.

Exemplo 3: 100 € por mês durante 5 anos, a 2%, juros mensais. Com abertura a 1 de janeiro de 2026 e o primeiro reforço nesse dia, deposita 60 vezes 100 €, ou seja 6 000 €. Os juros brutos somam 317,18 €, o imposto 88,80 € e os juros líquidos 228,38 €, para um saldo final de 6 228,38 €.

Pagamento dos juros (10 000 € a 2% em 2026, Atual/360)Juros brutosImposto (28%)Saldo finalTAE
No fim do ano202,78 €56,78 €10 146,00 €2,028%
Trimestral203,89 €57,09 €10 146,80 €2,043%
Mensal204,14 €57,15 €10 146,99 €2,047%
Diário204,26 €57,19 €10 147,07 €2,048%

Com juros diários, os juros corridos acumulam-se e são creditados quando dão pelo menos 0,01 € líquidos. Por isso, o pagamento diário é o que rende mais, embora a diferença seja pequena: com 10 000 €, rende mais 0,08 € por ano do que o pagamento mensal.

TANB, TANL e TAE: as taxas de uma conta poupança

As contas poupança anunciam várias taxas e convém saber o que cada uma inclui. O Aviso do Banco de Portugal n.º 4/2009 define o que a ficha de informação normalizada de cada depósito tem de mostrar: com taxa fixa, a TANB e a TANL e, quando há capitalização de juros, a TAEL (taxa anual efetiva líquida); com taxa variável, o indexante, a frequência da revisão e o spread. A ficha tem também de indicar a base de cálculo e a forma de arredondamento dos juros.

  • TANB (taxa anual nominal bruta): a taxa anunciada, antes de impostos. É a que escreve no simulador.
  • TANL (taxa anual nominal líquida): a TANB depois do imposto. Com 28%, TANL = TANB × 0,72: uma TANB de 2% dá 1,44% líquidos.
  • TAE (taxa anual efetiva): o rendimento anual que a TANB dá quando os juros pagos durante o ano também rendem. O simulador calcula-a com a fórmula (1 + TANB × d ÷ base)n - 1, em que n é o número de pagamentos por ano e d os dias de cada período (365 ÷ n). A 2% com base Atual/360, a TAE é 2,028% com pagamento anual, 2,047% com pagamento mensal e 2,048% com pagamento diário. Com pagamento só no fim, a fórmula usa os dias reais do prazo. Com pagamento trimestral, semestral ou anual, a TAE é a de um ano completo de pagamentos: num prazo mais curto do que um período, os juros só são pagos no fim e o rendimento anual fica um pouco abaixo da TAE indicada.
  • TAEL (taxa anual efetiva líquida): a mesma conta da TAE, mas com a TANL. É a taxa que o Aviso n.º 4/2009 manda indicar quando há capitalização de juros e a melhor medida para comparar contas com periodicidades diferentes. O Aviso não fixa a fórmula: a TAE e a TAEL do simulador são calculadas pelo simula.pt com a fórmula acima.
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Base de cálculo: Atual/365 ou Atual/360

Em Portugal, os juros dos depósitos contam-se pela convenção Atual/360: dias efetivamente decorridos a dividir por um ano de 360 dias. A regra está no artigo 3.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 430/91, aditado pelo Decreto-Lei n.º 88/2008, e aplica-se a todas as modalidades de depósito, e portanto também aos depósitos à ordem e às contas poupança. Por isso, o simulador usa Atual/360 por omissão. A opção Atual/365 existe para comparar com bancos estrangeiros sem sucursal em Portugal que calculem os juros sobre 365 dias; confirme a base na documentação da conta.

A diferença é pequena mas real: com Atual/360, um ano de 365 dias rende 365/360 da TAN, ou seja mais 1,4%. Uma TAN de 2% dá 2,028% de juros simples num ano comum e 2,033% num ano bissexto. O simulador conta cada dia do calendário, e também o 29 de fevereiro.

Arredondamento dos juros ao cêntimo

Os bancos só creditam cêntimos inteiros e o simulador segue duas regras, conforme a periodicidade. Nos pagamentos mensais, trimestrais, semestrais, anuais ou no fim, os juros brutos de cada pagamento são arredondados ao cêntimo mais próximo (meio cêntimo para cima) e o imposto calcula-se sobre esse valor, também arredondado ao cêntimo mais próximo, como no simulador de depósito a prazo. Nos juros diários, os juros corridos acumulam-se sem arredondar e são creditados quando os cêntimos inteiros já acumulados dão pelo menos 0,01 € líquidos; a fração de cêntimo fica a correr e o arredondamento do imposto passa para o crédito seguinte, para não acumular desvios. É a regra da ficha de informação normalizada da Revolut, que credita os juros diários quando atingem 0,01 € líquidos. Nas opções avançadas pode ver a conta teórica, sem arredondamentos.

Com 100 € a 2% e base Atual/360, o juro de cada dia é 0,0056 €. A conta junta os juros durante três ou quatro dias até ter 0,02 € brutos, o que dá 0,01 € líquido, e só então os credita: são 102 créditos num ano, com 2,04 € brutos, 0,57 € de imposto e 1,47 € líquidos, o mesmo que a conta sem arredondamentos. Com 50 €, os juros líquidos do ano são 0,73 €. Nos pagamentos mensais, o efeito dos cêntimos é de poucos cêntimos: com 10 000 € a 2%, o saldo final fica 0,01 € acima da conta sem arredondamentos. O resultado mostra sempre essa diferença.

Cada banco descreve na ficha de informação normalizada a base de cálculo e a forma de arredondamento dos juros, como exige o Aviso do Banco de Portugal n.º 4/2009. Se a regra da sua conta for outra, a diferença é de cêntimos.

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Imposto sobre os juros: 28% e englobamento

Os juros de depósitos são rendimentos de capitais, a categoria E do IRS (artigo 5.º, n.º 2, alínea b), do Código do IRS). Quando são pagos por um banco com sede ou sucursal em Portugal, o banco retém o imposto à taxa liberatória de 28% (artigo 71.º, n.º 1, alínea a), do CIRS). A retenção é definitiva: os juros não entram na declaração de IRS.

Os residentes nos Açores e na Madeira têm uma redução de 30% e pagam 19,6% nos juros com retenção em Portugal. Nos Açores, o artigo 4.º, n.º 1, do Decreto Legislativo Regional n.º 2/99/A, na redação do DLR n.º 15-A/2021/A, aplica desde 2022 uma redução de 30% às taxas nacionais do IRS em vigor em cada ano, e o n.º 2, alínea a), aplica essa redução ao IRS devido por pessoas com residência fiscal nos Açores; a Autoridade Tributária confirmou a aplicação à taxa liberatória na informação vinculativa do processo 25858. Na Madeira, a redução aplica-se desde 2025 às taxas liberatórias do artigo 71.º do CIRS (artigo 4.º do DLR n.º 3/2001/M, na redação do DLR n.º 6/2024/M); o Orçamento da Região para 2026 (DLR n.º 8/2025/M) alterou apenas o artigo 2.º desse diploma e não mexeu nesta regra. Os valores são os mesmos do simulador de depósito a prazo.

Englobamento. Em vez da taxa de 28%, pode juntar os juros aos outros rendimentos e pagar à taxa do seu escalão de IRS (artigo 71.º, n.os 9 e 10, do CIRS). Compensa quando a sua taxa marginal é inferior a 28%. A opção obriga a englobar todos os rendimentos da categoria E desse ano, como dividendos e outros juros (artigo 22.º, n.º 5), e a retenção feita pelo banco passa a ser um adiantamento do imposto. Para simular este caso, escolha «Outra taxa» e escreva a sua taxa marginal estimada.

Trade Republic, Revolut e outros bancos estrangeiros: declarar os juros no Anexo J

Os juros pagos por um banco estrangeiro sem retenção em Portugal pagam o mesmo imposto: a taxa especial de 28% do artigo 72.º, n.º 1, alínea d), do CIRS, ou a taxa do escalão se optar pelo englobamento (n.º 13 do mesmo artigo). A diferença é que o banco paga os juros brutos e é a pessoa que os declara e paga o imposto no IRS do ano seguinte.

  1. Anexo J, quadro 8A: declare os juros com o código E21, «Juros sem retenção em Portugal», com o país da fonte e o rendimento bruto do ano. Se o banco tiver retido imposto no estrangeiro, indique-o na coluna do imposto pago no país da fonte.
  2. Anexo J, quadro 8B: escolha se quer o englobamento (campo 01) ou a taxa especial de 28% (campo 02).
  3. Anexo J, quadro 11: identifique a conta aberta no banco estrangeiro, com o IBAN e o BIC, como pedem as instruções do anexo.

Escolha «Tenho de declarar no IRS» no simulador e a tabela mostra os juros brutos de cada ano civil, que são os valores a declarar. O saldo final não muda: o simulador assume que põe de parte o imposto em cada pagamento. As Regiões Autónomas têm regras diferentes neste caso. Na Madeira, a redução só abrange as taxas liberatórias do artigo 71.º, por isso os juros de bancos estrangeiros sem retenção pagam 28%, e o simulador aplica essa taxa. Nos Açores, a redução vale para as taxas nacionais do IRS devido por residentes (artigo 4.º, n.os 1 e 2, alínea a), do DLR n.º 2/99/A), o que abrange a taxa especial do artigo 72.º: o simulador aplica 19,6%.

Trade Republic. A Trade Republic abriu uma sucursal em Portugal, com IBAN português (PT50), segundo o seu comunicado de imprensa de 16 de julho de 2026. Os juros pagos através de uma sucursal em Portugal ficam abrangidos pelo artigo 71.º, n.º 1, alínea a), do CIRS, que sujeita a retenção na fonte de 28% os rendimentos de capitais pagos por entidades com sede, direção efetiva ou estabelecimento estável em Portugal: nessas contas, a retenção é uma obrigação legal, não uma opção do banco. O contrato de cliente da Trade Republic para Portugal liga o tratamento fiscal português à migração da conta. Os juros recebidos numa conta antiga, com IBAN alemão e sem retenção em Portugal, declaram-se no Anexo J com o código E21. Confirme no extrato anual de impostos se houve retenção antes de declarar.

Revolut. A Revolut opera através da Revolut Bank UAB, Sucursal em Portugal. A ficha de informação normalizada da conta indica que os juros estão sujeitos a imposto à taxa de 28% no continente e à taxa reduzida das Regiões Autónomas, e apresenta a TANL já com a retenção: nas contas portuguesas, o banco retém. Quem ainda tenha uma conta Revolut com IBAN lituano e juros sem retenção em Portugal deve declará-los no Anexo J. A mesma ficha diz que os juros da poupança de acesso imediato se calculam sobre o saldo do fim do dia a dividir por 360.

Em caso de dúvida, o critério é simples: se o extrato ou a declaração anual do banco mostra IRS retido em Portugal, o imposto está pago; se mostra só juros brutos, declare-os.

Fundo de Garantia de Depósitos: até 100 000 € por banco

Os depósitos em bancos com sede em Portugal estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100 000 € por depositante e por banco (artigo 166.º, n.º 1, do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras). O reembolso deve ser feito no prazo de sete dias úteis a contar da indisponibilidade dos depósitos e não depende de pedido (artigo 167.º, n.º 1).

As sucursais em Portugal de bancos de outros países da União Europeia não participam no Fundo português (artigo 156.º do mesmo regime): os depósitos ficam cobertos pelo sistema de garantia do país da sede, nos termos da Diretiva 2014/49/UE, que fixa o mesmo limite de 100 000 € (artigo 6.º), o mesmo prazo de sete dias úteis (artigo 8.º) e a cobertura dos clientes das sucursais pelo sistema do país de origem (artigo 14.º). Na Alemanha, a lei de garantia de depósitos (Einlagensicherungsgesetz, § 8) fixa os mesmos 100 000 €. O preçário da Revolut indica a garantia do sistema público da Lituânia; a ficha de informação ao depositante da Trade Republic indica o sistema alemão dos bancos privados (Entschädigungseinrichtung deutscher Banken).

Atenção ao que não é depósito: parte do dinheiro de algumas aplicações pode ficar em contas fiduciárias noutros bancos ou em fundos do mercado monetário, que têm regras de proteção diferentes. Leia a ficha de informação ao depositante da sua conta. O simulador avisa quando o saldo passa os 100 000 €.

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Como comparar contas poupança

  • Compare a TAEL, não a TAN bruta. Com a mesma TAN, uma conta com juros diários rende um pouco mais do que outra com juros trimestrais; e uma conta de um banco estrangeiro paga o mesmo imposto, só que o pagamento é feito por si no IRS.
  • Veja se a taxa tem limites. Muitas contas pagam a taxa anunciada só até certo saldo, só a clientes novos ou só durante alguns meses. Simule o saldo que fica acima do limite como uma segunda conta.
  • Confirme a base de cálculo e a periodicidade dos juros na ficha de informação normalizada. São duas das opções deste simulador.
  • Conte com a inflação. Uma taxa líquida abaixo da inflação faz perder poder de compra. A calculadora de inflação mostra quanto vale o seu dinheiro daqui a uns anos.
  • Para objetivos longos, olhe para outras aplicações: o PPR tem benefício fiscal na reforma e o simulador de juros compostos mostra o efeito do tempo com outras taxas.

Erros comuns ao simular uma conta poupança

  • Usar a TAE onde se pede a TAN: a TAE já inclui o efeito da capitalização e daria um resultado acima do real.
  • Esquecer o imposto: os juros brutos não são o que fica na conta. A 28%, de cada 100 € de juros ficam 72 €.
  • Pensar que um banco estrangeiro está isento: os juros pagam o mesmo IRS, só que a pessoa tem de os declarar no Anexo J.
  • Gastar os juros brutos de um banco estrangeiro: o imposto só se paga no ano seguinte, com a declaração de IRS. Ponha de parte 28% de cada pagamento.
  • Contar com uma taxa promocional para sempre: as taxas das contas poupança mudam e as promoções acabam.
  • Ter mais de 100 000 € no mesmo banco sem saber que o excedente não está coberto pela garantia de depósitos.

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Perguntas frequentes

Como se calculam os juros de uma conta poupança?

Os juros contam todos os dias: saldo do fim do dia vezes a TAN bruta a dividir por 360. Os juros acumulados são pagos na data combinada (todos os dias, todos os meses ou no fim), arredondados ao cêntimo, e o imposto de 28% é retido nesse momento. O valor líquido soma-se ao saldo e passa a render.

Quanto rendem 10 000 euros numa conta poupança a 2%?

Num ano de 365 dias, com base Atual/360 e juros pagos no fim, rendem 202,78 euros brutos, 56,78 euros de imposto e 146,00 euros líquidos. Com juros pagos todos os meses, o saldo final sobe para 10 146,99 euros, porque os juros mensais também rendem.

Qual é o imposto sobre os juros de uma conta poupança?

Os residentes no continente pagam 28% de IRS sobre os juros (taxa liberatória do artigo 71.º do CIRS). Nos Açores e na Madeira, os juros com retenção em Portugal pagam 19,6%. Pode optar pelo englobamento e pagar à taxa do seu escalão, mas tem de englobar todos os rendimentos da categoria E.

A Trade Republic retém o IRS dos juros?

Depende da conta. Os juros pagos pela sucursal da Trade Republic em Portugal, nas contas com IBAN português, ficam sujeitos a retenção na fonte de 28% (artigo 71.º, n.º 1, alínea a), do CIRS). Os juros de uma conta antiga, com IBAN alemão e sem retenção em Portugal, têm de ser declarados no Anexo J do IRS com o código E21 e pagam 28%.

A Revolut retém o imposto sobre os juros?

Nas contas da Revolut Bank UAB, Sucursal em Portugal, sim: a ficha de informação normalizada indica a tributação à taxa de 28% no continente e mostra a taxa líquida já com a retenção. Juros sem retenção em Portugal, de uma conta com IBAN estrangeiro, declaram-se no Anexo J.

Como declaro no IRS os juros de um banco estrangeiro?

No Anexo J da declaração Modelo 3: quadro 8A com o código E21 (juros sem retenção em Portugal), o país e o valor bruto dos juros do ano; quadro 8B para escolher entre a taxa especial de 28% e o englobamento; e quadro 11 para identificar a conta no estrangeiro com o IBAN e o BIC.

O que é melhor: juros diários ou juros mensais?

Com a mesma TAN, pagar os juros mais vezes dá uma TAE um pouco maior, porque os juros pagos começam a render mais cedo. A 2%, com 10 000 euros durante um ano, os juros diários rendem mais 0,08 euros líquidos do que os mensais. A diferença é pequena: a TAN e as condições da conta pesam muito mais.

Qual é a diferença entre TANB, TANL e TAE?

A TANB é a taxa anual bruta anunciada. A TANL é a taxa depois do imposto (TANB vezes 0,72 com 28%). A TAE mostra o rendimento anual quando os juros pagos durante o ano também rendem, e a TAEL é a mesma taxa depois do imposto. Para comparar contas, use a TAEL que o simulador calcula.

Os bancos usam 360 ou 365 dias para calcular os juros?

Em Portugal, os depósitos usam a convenção Atual/360: dias reais a dividir por 360 (Decreto-Lei n.º 430/91, artigo 3.º, n.º 4, aditado pelo Decreto-Lei n.º 88/2008). Um ano de 365 dias rende assim 365/360 da TAN. Bancos estrangeiros podem usar outra base: confirme na documentação da conta.

O meu dinheiro numa conta poupança está protegido?

Os depósitos estão garantidos até 100 000 euros por depositante e por banco. Nos bancos com sede em Portugal, pelo Fundo de Garantia de Depósitos; nas sucursais de bancos de outros países da União Europeia, pelo sistema de garantia do país da sede, com o mesmo limite da Diretiva 2014/49/UE.

Os reforços mensais contam desde quando?

No simulador, o primeiro reforço é feito no dia de abertura e os seguintes no mesmo dia de cada mês (ou trimestre, semestre ou ano). Cada reforço começa a render juros no próprio dia. Em meses mais curtos, como fevereiro, o dia passa para o último dia do mês.

O simulador de conta poupança é grátis?

Sim. O simulador é gratuito, sem registo, e as contas são feitas no seu navegador. Não traz taxas de bancos escritas: use a TAN que o seu banco anuncia hoje. O simula.pt é uma plataforma independente de simuladores para Portugal.

Fontes e recursos