Poupança

Certificados de Aforro mantêm o teto de 2,50% em novembro

É o terceiro mês seguido no limite máximo da Série F. Com o prémio de permanência, a taxa bruta pode chegar aos 4,25% nos dois últimos anos.

Por simula.pt2 min de leitura

Moedas de euro de vários valores espalhadas, em plano fechado.
Foto: Alexas_Fotos / Pixabay

A taxa de juro bruta dos Certificados de Aforro da Série F ficou em 2,500% nas subscrições de novembro. O valor foi divulgado pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública. É o mesmo valor de setembro e de outubro, e é também o máximo que as regras da série permitem. Em maio, a mesma taxa estava nos 2,195%. Desde então subiu todos os meses, até tocar no teto em setembro. Para quem subscreve agora, a taxa de partida não pode ser mais alta.

A taxa está presa ao teto de 2,50%

A ficha técnica da Série F diz como se calcula a taxa base. O IGCP fixa-a no antepenúltimo dia útil de cada mês, para vigorar no mês seguinte. O valor é a média da Euribor a 3 meses nos dez dias úteis anteriores, arredondada à terceira casa decimal. Mas a taxa base nunca pode passar dos 2,50% nem descer abaixo de 0%. Por isso, enquanto essa média estiver acima do teto, a taxa fica parada nos 2,500%, mesmo que a Euribor continue a subir.

Gráfico de linha: a taxa bruta da Série F subiu de 2,195% em maio para 2,474% em agosto e ficou em 2,500% em setembro, outubro e novembro de 2026.
Taxa bruta da Série F para novas subscrições, segundo o IGCP.

Quatro subidas desde maio até ao teto

A série dos últimos meses mostra a escalada, que acompanhou a subida da Euribor a 3 meses. A taxa para novas subscrições foi de 2,195% em maio, 2,215% em junho e 2,356% em julho. Em agosto chegou aos 2,474%, e em setembro tocou nos 2,500%. Outubro e novembro repetiram esse valor. Desde maio, a taxa de partida subiu 0,305 pontos percentuais. Nas subscrições já feitas, a taxa base aplicada muda no início de cada trimestre de juros, contado a partir da data da subscrição. Por isso, quem subscreveu com uma taxa mais baixa também passa a receber a taxa base em vigor no trimestre seguinte.

Quem fica mais tempo recebe um prémio

À taxa base soma-se um prémio de permanência, que cresce com o tempo de vida de cada subscrição. São mais 0,25 pontos do 2.º ao 5.º ano e mais 0,50 pontos do 6.º ao 9.º ano. No 10.º e no 11.º ano o prémio sobe para 1,00 ponto, no 12.º e no 13.º para 1,50 pontos e no 14.º e no 15.º para 1,75 pontos. Com a taxa base no teto, isto dá 2,75% brutos do 2.º ao 5.º ano e 4,25% nos dois últimos anos. A taxa base aplicada é a do início de cada trimestre, por isso estes valores descem se a média da Euribor a 3 meses ficar abaixo dos 2,50%.

As regras para subscrever

Cada certificado vale 1 euro e a subscrição mínima é de 10 unidades. Cada conta aforro tem de ter pelo menos 100 unidades da Série F e pode ter até 250 000. Os juros vencem de três em três meses e somam-se ao capital, já líquidos de IRS. O prazo máximo é de 15 anos, com garantia total do capital. O resgate, total ou parcial, é possível a partir do primeiro vencimento de juros.

Os números

IndicadorValorPeríodo
Série F, taxa bruta2,500%nov. 2026
Série F, taxa bruta2,500%out. 2026
Série F, taxa bruta2,500%set. 2026
Série F, taxa bruta2,474%ago. 2026
Série F, taxa bruta2,356%jul. 2026
Série F, taxa bruta2,215%jun. 2026
Série F, taxa bruta2,195%mai. 2026
Teto da taxa base2,50%Ficha técnica
Prémio, 2.º ao 5.º ano0,25Ficha técnica
Prémio, 6.º ao 9.º ano0,50Ficha técnica
Prémio, 10.º e 11.º ano1,00Ficha técnica
Prémio, 12.º e 13.º ano1,50Ficha técnica
Prémio, 14.º e 15.º ano1,75Ficha técnica

Fontes

Como verificámos. As taxas mensais da Série F foram conferidas nas notas do IGCP de maio a novembro de 2026, e as regras da taxa base, dos prémios de permanência e da subscrição na ficha técnica da Série F, no site do IGCP.

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