Salário Médio em Portugal 2026: Onde Está o Seu Salário?
Compare o seu salário bruto mensal com o salário médio e o salário mediano em Portugal e veja em que decil da distribuição oficial está, com os Quadros de Pessoal e os dados mais recentes do INE. Pode comparar também com quem tem o mesmo sexo, idade, região, setor ou escolaridade, e estimar o salário líquido.
Qual é o salário médio em Portugal em 2026
O salário médio em Portugal, medido pelo INE como remuneração bruta total mensal média por trabalhador, foi de 1 835 € no 2.º trimestre de 2026 (trimestre terminado em junho de 2026, valor provisório), mais 5,1% do que no mesmo trimestre de 2025 (1 746 €). Este número inclui tudo o que foi pago no trimestre, também as componentes não regulares, como o subsídio de férias e os prémios, e por isso sobe nos trimestres em que se pagam os subsídios de férias e de Natal. Sem essas componentes, a remuneração regular média foi de 1 436 € e a remuneração base média de 1 342 € (mais 5,1% num ano).
Na média do ano de 2025, o último ano completo, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador foi de 1 696 €, a regular de 1 365 € e a base de 1 276 €.
Estes valores do INE são brutos (antes de IRS e de contribuições) e abrangem cerca de 4,9 milhões de postos de trabalho por conta de outrem declarados à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações, no setor privado e no público, a tempo completo e a tempo parcial. No setor público, a remuneração total média foi de 2 792 €; no privado, de 1 654 €.
| Período | Remuneração total | Remuneração regular | Remuneração base |
|---|---|---|---|
| 2.º trimestre de 2026 | 1 835 € | 1 436 € | 1 342 € |
| 1.º trimestre de 2026 | 1 616 € | 1 427 € | 1 333 € |
| 4.º trimestre de 2025 | 1 883 € | 1 370 € | 1 280 € |
| 3.º trimestre de 2025 | 1 617 € | 1 364 € | 1 276 € |
| 2.º trimestre de 2025 | 1 746 € | 1 366 € | 1 278 € |
| 1.º trimestre de 2025 | 1 534 € | 1 358 € | 1 270 € |
| 4.º trimestre de 2024 | 1 786 € | 1 304 € | 1 217 € |
| 3.º trimestre de 2024 | 1 534 € | 1 296 € | 1 214 € |
| 2.º trimestre de 2024 | 1 643 € | 1 294 € | 1 212 € |
| 1.º trimestre de 2024 | 1 449 € | 1 286 € | 1 209 € |
| 4.º trimestre de 2023 | 1 678 € | 1 222 € | 1 148 € |
| 3.º trimestre de 2023 | 1 441 € | 1 216 € | 1 144 € |
| 2.º trimestre de 2023 | 1 542 € | 1 215 € | 1 142 € |
| 1.º trimestre de 2023 | 1 361 € | 1 211 € | 1 138 € |
Fonte: INE, remuneração bruta mensal média por trabalhador (Declaração Mensal de Remunerações da Segurança Social e Relação Contributiva da Caixa Geral de Aposentações). Cada trimestre é identificado pelo último mês. Dados obtidos na API do INE a 15 de outubro de 2026.
Salário médio e salário mediano: qual a diferença
A média soma todos os salários e divide pelo número de trabalhadores. A mediana é o valor do meio: metade dos trabalhadores ganha menos e metade ganha mais. Em Portugal, a mediana é muito mais baixa do que a média, porque muitos trabalhadores ganham perto do salário mínimo e uma minoria ganha salários muito altos. Nos Quadros de Pessoal de outubro de 2024, a remuneração base mediana foi de 950,00 € e a média de 1 308,96 €; no ganho, que inclui subsídios e prémios regulares, a mediana foi de 1 191,02 € e a média de 1 582,75 €. Cerca de 72% dos trabalhadores ganhava menos do que a remuneração base média.
Para saber se um salário é alto ou baixo, a mediana e os decis dizem mais do que a média. É por isso que o simulador mostra a posição do seu salário na distribuição, e não apenas a diferença face à média.
Distribuição dos salários em Portugal: os decis
Os decis dividem os trabalhadores em dez grupos do mesmo tamanho, ordenados do salário mais baixo para o mais alto. O gráfico mostra o valor médio de cada decil da remuneração base em outubro de 2024. O 1.º e o 2.º decis estão no salário mínimo de então, 820 €, que era a remuneração base de 20,4% dos trabalhadores a tempo completo. Só no 10.º decil a média dispara, para 3 555,66 €.
A tabela dá o limite superior de cada decil (o valor abaixo do qual está essa percentagem de trabalhadores) e o valor médio dentro de cada decil, para a remuneração base e para o ganho:
| Decil | Remuneração base: limite superior | Remuneração base: média do decil | Ganho: limite superior | Ganho: média do decil |
|---|---|---|---|---|
| 1.º | 820,00 € | 817,30 € | 911,00 € | 851,09 € |
| 2.º | 820,00 € | 820,00 € | 958,00 € | 938,65 € |
| 3.º | 850,00 € | 833,34 € | 1 018,00 € | 985,30 € |
| 4.º | 898,00 € | 867,48 € | 1 090,90 € | 1 052,71 € |
| 5.º | 950,00 € | 914,06 € | 1 191,02 € | 1 138,47 € |
| 6.º | 1 052,00 € | 996,19 € | 1 335,83 € | 1 257,64 € |
| 7.º | 1 245,72 € | 1 143,14 € | 1 551,00 € | 1 436,98 € |
| 8.º | 1 500,00 € | 1 367,39 € | 1 893,43 € | 1 706,43 € |
| 9.º | 2 140,00 € | 1 775,07 € | 2 644,06 € | 2 209,75 € |
| 10.º | sem limite | 3 555,66 € | sem limite | 4 250,45 € |
Distribuição dos trabalhadores a tempo completo por escalão de salário mensal, em outubro de 2024:
| Escalão mensal | Remuneração base | Ganho |
|---|---|---|
| Menos de 820 € | 0,4% | 0,1% |
| 820 € (salário mínimo de 2024) | 20,4% | 4,0% |
| Mais de 820 € e menos de 1 000 € | 33,5% | 23,1% |
| 1 000 € a 1 499,99 € | 24,9% | 40,6% |
| 1 500 € a 2 499,99 € | 13,5% | 20,8% |
| 2 500 € a 3 749,99 € | 4,7% | 7,1% |
| 3 750 € a 4 999,99 € | 1,5% | 2,4% |
| 5 000 € ou mais | 1,2% | 1,9% |
Onde fica o seu salário: exemplos
Percentagem de trabalhadores a tempo completo que ganhava menos do que alguns salários brutos mensais, calculada pelo simulador. A primeira coluna de cada tipo compara o valor com a distribuição oficial de outubro de 2024 (interpolada entre decis e escalões). Como os salários subiram desde então, um salário de hoje fica mais abaixo do que essa coluna sugere; a coluna «estimativa ajustada a 2026» desconta essa subida (método explicado mais abaixo) e não é um dado oficial.
| Salário bruto mensal | Remuneração base: ganha mais do que (outubro de 2024) | Remuneração base: estimativa ajustada a 2026 | Ganho: ganha mais do que (outubro de 2024) | Ganho: estimativa ajustada a 2026 |
|---|---|---|---|---|
| 1 000,00 € | cerca de 54% (6.º decil) | cerca de 42% | cerca de 27% (3.º decil) | cerca de 10% |
| 1 200,00 € | cerca de 68% (7.º decil) | cerca de 62% | cerca de 51% (6.º decil) | cerca de 39% |
| 1 500,00 € | cerca de 79% (8.º decil) | cerca de 74% | cerca de 68% (7.º decil) | cerca de 61% |
| 2 000,00 € | cerca de 88% (9.º decil) | cerca de 85% | cerca de 82% (9.º decil) | cerca de 78% |
| 2 500,00 € | cerca de 93% (10.º decil) | cerca de 91% | cerca de 89% (9.º decil) | cerca de 85% |
| 3 000,00 € | cerca de 95% (10.º decil) | cerca de 94% | cerca de 92% (10.º decil) | cerca de 90% |
Salário médio por sexo e idade
Em outubro de 2024, a remuneração base média dos homens a tempo completo era de 1 383,38 € e a das mulheres de 1 216,85 €. A remuneração base média sobe com a idade até aos 45 a 49 anos (1 419,38 €), desce até aos 60 a 64 anos (1 305,79 €) e volta a subir em quem trabalha depois dos 65 (1 413,77 €). Os jovens dos 18 aos 24 anos ganhavam em média 996,39 €. A diferença entre homens e mulheres é pequena nos mais novos e cresce com a idade.
| Grupo | Base: total | Base: homens | Base: mulheres | Ganho: total | Ganho: homens | Ganho: mulheres |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Todas as idades | 1 308,96 € | 1 383,38 € | 1 216,85 € | 1 582,75 € | 1 693,55 € | 1 445,59 € |
| 18 a 24 anos | 996,39 € | 1 025,51 € | 956,09 € | 1 191,12 € | 1 230,20 € | 1 137,02 € |
| 25 a 29 anos | 1 157,32 € | 1 188,71 € | 1 118,07 € | 1 384,21 € | 1 430,17 € | 1 326,75 € |
| 30 a 34 anos | 1 277,18 € | 1 309,56 € | 1 234,54 € | 1 532,56 € | 1 585,23 € | 1 463,19 € |
| 35 a 39 anos | 1 337,34 € | 1 403,82 € | 1 251,96 € | 1 613,64 € | 1 712,31 € | 1 486,93 € |
| 40 a 44 anos | 1 382,44 € | 1 464,16 € | 1 286,46 € | 1 674,35 € | 1 797,68 € | 1 529,50 € |
| 45 a 49 anos | 1 419,38 € | 1 521,25 € | 1 304,58 € | 1 727,04 € | 1 878,49 € | 1 556,40 € |
| 50 a 54 anos | 1 403,81 € | 1 520,37 € | 1 268,87 € | 1 717,38 € | 1 890,32 € | 1 517,17 € |
| 55 a 59 anos | 1 322,49 € | 1 438,46 € | 1 179,57 € | 1 615,56 € | 1 790,01 € | 1 400,56 € |
| 60 a 64 anos | 1 305,79 € | 1 427,72 € | 1 147,39 € | 1 574,97 € | 1 753,77 € | 1 342,68 € |
| 65 ou mais anos | 1 413,77 € | 1 519,75 € | 1 234,77 € | 1 651,23 € | 1 785,68 € | 1 424,15 € |
Salário médio por região: Lisboa, Porto e resto do país
A Grande Lisboa tem a remuneração base média mais alta, 1 600,02 €, seguida da Área Metropolitana do Porto, com 1 351,51 €, e da Península de Setúbal, com 1 275,49 €. As médias mais baixas estão no Alto Tâmega e Barroso e no Tâmega e Sousa, à volta de 1 025 €. A região é a do estabelecimento onde a pessoa trabalha, não a da residência.
| Região (NUTS II e NUTS III) | Remuneração base média | Ganho médio |
|---|---|---|
| Norte | 1 233,09 € | 1 474,68 € |
| Alto Minho | 1 098,82 € | 1 340,14 € |
| Cávado | 1 183,58 € | 1 403,34 € |
| Ave | 1 109,23 € | 1 321,75 € |
| Área Metropolitana do Porto | 1 351,51 € | 1 620,05 € |
| Alto Tâmega e Barroso | 1 024,34 € | 1 207,05 € |
| Tâmega e Sousa | 1 026,48 € | 1 210,70 € |
| Douro | 1 059,61 € | 1 268,70 € |
| Terras de Trás-os-Montes | 1 033,23 € | 1 267,63 € |
| Centro | 1 150,98 € | 1 410,88 € |
| Região de Aveiro | 1 223,23 € | 1 492,30 € |
| Região de Coimbra | 1 154,15 € | 1 423,90 € |
| Região de Leiria | 1 171,59 € | 1 434,69 € |
| Viseu Dão Lafões | 1 078,24 € | 1 331,89 € |
| Beira Baixa | 1 063,88 € | 1 279,02 € |
| Beiras e Serra da Estrela | 1 058,19 € | 1 292,95 € |
| Oeste e Vale do Tejo | 1 103,60 € | 1 346,57 € |
| Oeste | 1 100,16 € | 1 324,42 € |
| Médio Tejo | 1 108,57 € | 1 367,10 € |
| Lezíria do Tejo | 1 104,77 € | 1 363,59 € |
| Grande Lisboa | 1 600,02 € | 1 935,68 € |
| Península de Setúbal | 1 275,49 € | 1 545,45 € |
| Alentejo | 1 127,48 € | 1 409,53 € |
| Alentejo Litoral | 1 180,01 € | 1 480,81 € |
| Baixo Alentejo | 1 119,75 € | 1 469,20 € |
| Alto Alentejo | 1 064,08 € | 1 295,36 € |
| Alentejo Central | 1 125,55 € | 1 371,98 € |
| Algarve | 1 095,01 € | 1 320,22 € |
| Continente | 1 308,96 € | 1 582,75 € |
Salário médio por setor de atividade
O setor pesa tanto como a região. Em outubro de 2024, a remuneração base média ia de 994,57 € no alojamento e restauração a 2 492,30 € na eletricidade e gás. As atividades de informação e comunicação, onde estão a informática e as telecomunicações, tinham uma média de 2 199,00 €. A secção da Administração Pública só inclui aqui os trabalhadores com contrato regido pelo Código do Trabalho.
| Setor de atividade (CAE Rev. 3) | Remuneração base média | Ganho médio |
|---|---|---|
| A · Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca | 1 041,63 € | 1 210,13 € |
| B · Indústrias extrativas | 1 434,33 € | 2 021,23 € |
| C · Indústrias transformadoras | 1 262,53 € | 1 521,41 € |
| D · Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio | 2 492,30 € | 3 320,85 € |
| E · Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento e resíduos | 1 175,59 € | 1 478,52 € |
| F · Construção | 1 114,46 € | 1 336,73 € |
| G · Comércio por grosso e a retalho; reparação de automóveis | 1 222,95 € | 1 471,31 € |
| H · Transportes e armazenagem | 1 347,49 € | 1 856,48 € |
| I · Alojamento, restauração e similares | 994,57 € | 1 125,35 € |
| J · Atividades de informação e de comunicação | 2 199,00 € | 2 565,69 € |
| K · Atividades financeiras e de seguros | 1 896,55 € | 2 718,01 € |
| L · Atividades imobiliárias | 1 328,45 € | 1 535,49 € |
| M · Consultoria, atividades científicas, técnicas e similares | 1 707,41 € | 1 980,20 € |
| N · Atividades administrativas e dos serviços de apoio | 1 139,66 € | 1 367,59 € |
| O · Administração Pública e defesa; segurança social obrigatória (só Código do Trabalho) | 1 162,82 € | 1 479,67 € |
| P · Educação | 1 511,69 € | 1 682,54 € |
| Q · Atividades de saúde humana e apoio social | 1 145,81 € | 1 396,03 € |
| R · Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas | 1 963,43 € | 2 222,99 € |
| S · Outras atividades de serviços | 1 180,20 € | 1 356,20 € |
| U · Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais | 3 203,52 € | 3 420,75 € |
Salário médio por escolaridade
Um curso superior duplica o salário médio face ao ensino básico: em outubro de 2024, a remuneração base média de quem tinha ensino superior era de 1 990,45 € (mediana de 1 544,00 €), contra 995,25 € no ensino básico e 1 120,89 € no secundário.
| Escolaridade | Base: média | Base: mediana | Ganho: médio | Ganho: mediano |
|---|---|---|---|---|
| Menos do que o 1.º ciclo do ensino básico | 880,14 € | 820,00 € | 1 032,94 € | 958,00 € |
| Ensino básico (até ao 9.º ano) | 995,25 € | 870,00 € | 1 209,62 € | 1 047,94 € |
| Ensino secundário e pós-secundário não superior | 1 120,89 € | 903,80 € | 1 382,39 € | 1 132,50 € |
| Ensino superior | 1 990,45 € | 1 544,00 € | 2 363,21 € | 1 853,00 € |
| Todos | 1 308,96 € | 950,00 € | 1 582,75 € | 1 191,02 € |
Evolução do salário médio e mediano de 2014 a 2024
Entre 2014 e 2024, a remuneração base mediana subiu de 641,93 € para 950,00 € (mais 48,0%) e a média de 909,49 € para 1 308,96 € (mais 43,9%). O salário mínimo subiu mais depressa, de 505 € para 820 € (mais 62,4%), e aproximou-se da mediana: em 2014 valia 79% da remuneração base mediana e em 2024 valia 86%. Valores nominais, sem correção da inflação.
| Ano | Base: média | Base: mediana | Ganho: médio | Ganho: mediano | Salário mínimo |
|---|---|---|---|---|---|
| 2014 | 909,49 € | 641,93 € | 1 093,21 € | 786,99 € | 505,00 € |
| 2015 | 913,93 € | 650,00 € | 1 096,66 € | 790,03 € | 505,00 € |
| 2016 | 924,94 € | 650,00 € | 1 107,86 € | 800,00 € | 530,00 € |
| 2017 | 943,00 € | 660,00 € | 1 133,34 € | 822,95 € | 557,00 € |
| 2018 | 970,42 € | 690,00 € | 1 170,25 € | 854,80 € | 580,00 € |
| 2019 | 1 005,09 € | 720,00 € | 1 209,94 € | 892,01 € | 600,00 € |
| 2020 | 1 041,99 € | 750,00 € | 1 250,75 € | 926,14 € | 635,00 € |
| 2021 | 1 082,77 € | 786,00 € | 1 294,11 € | 962,20 € | 665,00 € |
| 2022 | 1 143,45 € | 816,21 € | 1 368,00 € | 1 017,50 € | 705,00 € |
| 2023 | 1 219,87 € | 880,00 € | 1 466,66 € | 1 100,17 € | 760,00 € |
| 2024 | 1 308,96 € | 950,00 € | 1 582,75 € | 1 191,02 € | 820,00 € |
Salário médio líquido em Portugal
O INE também estima o salário líquido, com o Inquérito ao Emprego: no 2.º trimestre de 2026, o rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem foi de 1 348 €, 1 456 € nos homens e 1 245 € nas mulheres, mais 6,6% do que no 2.º trimestre de 2025 (1 264 €). É o valor declarado pelos próprios trabalhadores num inquérito por amostragem, depois do IRS e das contribuições; a média exclui quem disse não ter tido rendimento no mês ou não respondeu. Não se compara diretamente com os valores brutos acima, porque a fonte, o universo e o conceito são outros. A distribuição por escalões de rendimento líquido era esta:
| Salário líquido mensal | Trabalhadores por conta de outrem |
|---|---|
| Menos de 310 € | 1,3% |
| 310 € a menos de 600 € | 5,7% |
| 600 € a menos de 900 € | 6,9% |
| 900 € a menos de 1 200 € | 40,4% |
| 1 200 € a menos de 1 800 € | 27,2% |
| 1 800 € a menos de 2 500 € | 12,1% |
| 2 500 € a menos de 3 000 € | 3,2% |
| 3 000 € ou mais | 3,2% |
Percentagens calculadas sobre os 3 862,4 mil trabalhadores por conta de outrem que indicaram o salário líquido no 2.º trimestre de 2026; 709,5 mil (15,5% do total de 4 571,9 mil) responderam «não sabe» ou não responderam. Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.
Para um salário concreto, o líquido depende da situação familiar. Com as tabelas de retenção na fonte de 2026 do Continente (Despacho n.º 233-A/2026), um trabalhador não casado, sem dependentes e sem subsídio de refeição recebe:
| Salário bruto mensal | Segurança Social (11%) | Retenção de IRS | Salário líquido |
|---|---|---|---|
| 950,00 € mediana da base, QP 2024 | 104,50 € | 13,00 € | 832,50 € |
| 1 308,96 € média da base, QP 2024 | 143,99 € | 122,00 € | 1 042,97 € |
| 1 342,00 € média da base, INE, 2.º trimestre de 2026 | 147,62 € | 130,00 € | 1 064,38 € |
| 1 500,00 € | 165,00 € | 168,00 € | 1 167,00 € |
| 2 000,00 € | 220,00 € | 301,00 € | 1 479,00 € |
| 2 500,00 € | 275,00 € | 471,00 € | 1 754,00 € |
| 3 000,00 € | 330,00 € | 663,00 € | 2 007,00 € |
Os cálculos usam o mesmo motor do simulador de salário líquido. Para incluir o subsídio de refeição, dependentes ou a situação de casado, ative a opção do líquido no simulador acima.
O que mede cada número
Não há um único «salário médio». Cada fonte mede uma coisa diferente, e os números não se podem misturar:
- Remuneração bruta total mensal média (INE): média mensal do que foi pago no trimestre, por posto de trabalho (quem tem dois empregos conta duas vezes), com os subsídios de férias e de Natal e os prémios nos trimestres em que são pagos. Só conta as remunerações sujeitas a IRS e a descontos: fica de fora, por exemplo, o subsídio de refeição isento. Fonte: declarações à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações. Inclui setor público e privado e trabalho a tempo parcial. É o número mais recente, publicado todos os trimestres.
- Remuneração regular e remuneração base médias (INE): a mesma fonte, sem as componentes não regulares (regular) ou só o salário base (base).
- Remuneração base e ganho dos Quadros de Pessoal (DGCP/MTSSS): salário de outubro dos trabalhadores a tempo completo com remuneração completa, nas empresas do Continente. O ganho soma à base o subsídio de refeição, outros prémios e subsídios regulares e as horas extra. É a única fonte com a distribuição por decis, publicada uma vez por ano, com cerca de um ano de atraso.
- Rendimento médio mensal líquido (INE, Inquérito ao Emprego): salário líquido declarado pelos trabalhadores por conta de outrem num inquérito por amostragem, também trimestral. Desde o 1.º trimestre de 2026 o INE publica-o também com a nova classificação de atividades (CAE Rev. 4); o total nacional é igual ao da série anterior, que continua a ser atualizada, por isso a comparação com 2025 é válida.
Como o simulador calcula a sua posição
O simulador compara o salário que indica com a distribuição de outubro de 2024 dos Quadros de Pessoal: com a da remuneração base, se indicar só o salário base, ou com a do ganho, se incluir subsídios e prémios regulares. Os decis publicados e a percentagem de trabalhadores em cada escalão de salário são pontos conhecidos da distribuição; entre eles, a percentagem de trabalhadores que ganha menos do que o seu salário é estimada por interpolação linear. Abaixo de 820 € e a partir de 5 000 € só se sabe a percentagem do escalão, e o resultado di-lo assim.
Como a distribuição é de outubro de 2024 e os salários subiram desde então, o simulador mostra também uma estimativa ajustada aos salários de hoje, que não é um dado oficial: divide o seu salário pelo crescimento da remuneração média do setor privado medido pelo INE entre o 4.º trimestre de 2024 e o 2.º trimestre de 2026 (mais 10,2% na remuneração base, de 1 126 € para 1 241 €, e mais 10,4% na remuneração regular, de 1 199 € para 1 324 €) e compara o resultado com a distribuição de 2024. Supõe que todos os salários subiram ao mesmo ritmo, o que não é exato: o salário mínimo, por exemplo, subiu mais (de 820 € para 920 €), e a média do INE inclui o trabalho a tempo parcial e muda também com a composição do emprego. Serve para dar uma ordem de grandeza, não uma posição exata.
Para comparar com o seu grupo, o simulador usa a média de 2024 desse grupo (sexo e idade combinados, região, setor ou escolaridade). Os Quadros de Pessoal não publicam decis por grupo, por isso aí a comparação é só com a média (e com a mediana, na escolaridade). Para comparar o rendimento de toda a família, e não só o salário, use o simulador do percentil de rendimento.
Simuladores relacionados
- Simulador de Salário Líquido 2026, para passar do bruto ao líquido com IRS, Segurança Social e subsídio de refeição.
- Percentil de Rendimento, para comparar o rendimento do agregado familiar com o dos portugueses.
- Simulador do Salário Mínimo Nacional, com o valor de 2026 e a evolução.
- Custo de um Funcionário, para saber quanto custa à empresa um salário bruto.
- Simulador de Inflação, para comparar salários de anos diferentes em termos reais.
Perguntas frequentes
Qual é o salário médio em Portugal em 2026?
Segundo o INE, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador foi de 1 835 € no 2.º trimestre de 2026, mais 5,1% do que um ano antes. Este valor inclui os subsídios e prémios pagos no trimestre; sem eles, a remuneração regular média foi de 1 436 € e a remuneração base média de 1 342 €. São valores brutos, antes de IRS e de contribuições, e abrangem os trabalhadores por conta de outrem declarados à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações, a tempo completo e a tempo parcial.
Qual é o salário mediano em Portugal?
Nos Quadros de Pessoal de outubro de 2024, os dados mais recentes com a distribuição completa, a remuneração base mediana foi de 950,00 € e o ganho mensal mediano de 1 191,02 €. Metade dos trabalhadores a tempo completo do Continente recebia menos do que estes valores e metade recebia mais. A média era bem mais alta, 1 308,96 € na remuneração base, porque os salários mais elevados puxam a média para cima.
Porque é que o salário médio é mais alto do que o salário mediano?
Porque a distribuição dos salários é assimétrica: a maioria dos trabalhadores ganha valores próximos do salário mínimo e uma minoria ganha muito mais. Em outubro de 2024, os 10% com remuneração base mais alta ganhavam em média 3 555,66 €, quase 3,7 vezes a mediana. Esses salários puxam a média para 1 308,96 €, enquanto a mediana, o valor do meio, fica em 950,00 €. Cerca de 72% dos trabalhadores ganhava menos do que a média.
Quanto é preciso ganhar para estar nos 10% mais bem pagos?
Em outubro de 2024, a entrada nos 10% com remuneração base mais alta fazia-se a partir de 2 140,00 € brutos por mês (limite do 9.º decil). Com os subsídios e prémios regulares e as horas extra, ou seja, no ganho mensal, o limite era de 2 644,06 €. Só 1,2% dos trabalhadores a tempo completo tinha uma remuneração base de 5 000 € ou mais.
Quantos trabalhadores ganham o salário mínimo?
Em outubro de 2024, 20,4% dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo do Continente tinha uma remuneração base igual ao salário mínimo de então, 820 €, segundo os Quadros de Pessoal. Por isso, o 1.º e o 2.º decis coincidem com o salário mínimo. Em 2026, o salário mínimo nacional é de 920 € no Continente.
Qual é o salário médio líquido em Portugal?
O Inquérito ao Emprego do INE estima um rendimento médio mensal líquido de 1 348 € para os trabalhadores por conta de outrem no 2.º trimestre de 2026 (1 456 € nos homens e 1 245 € nas mulheres), declarado pelos próprios trabalhadores. Para um salário concreto, o líquido depende da situação familiar e do IRS: uma remuneração base igual à mediana de outubro de 2024, 950,00 €, dá 832,50 € líquidos por mês a um trabalhador não casado e sem dependentes, com as tabelas de retenção de 2026 do Continente.
Qual é a diferença entre remuneração base e ganho?
A remuneração base é o salário fixo mensal pelas horas normais de trabalho, antes de descontos. O ganho soma à remuneração base o subsídio de refeição, o subsídio por turnos, os outros prémios e subsídios regulares (diuturnidades, prémios de assiduidade ou de produtividade, por exemplo) e as horas extraordinárias do mês. Nenhum dos dois inclui os subsídios de férias e de Natal. Em outubro de 2024, a remuneração base média foi de 1 308,96 € e o ganho médio de 1 582,75 €.
Quanto ganham em média os homens e as mulheres?
Em outubro de 2024, a remuneração base média dos homens a tempo completo foi de 1 383,38 € e a das mulheres de 1 216,85 €, uma diferença de 12,0% face ao salário dos homens. No ganho, que inclui prémios e subsídios regulares, a diferença sobe para 14,6% (1 693,55 € contra 1 445,59 €).
Onde se ganha mais em Portugal?
Na Grande Lisboa, com uma remuneração base média de 1 600,02 € em outubro de 2024, bem acima do Norte (1 233,09 €), do Centro (1 150,98 €) e do Algarve (1 095,01 €). Por setor, a eletricidade e gás (2 492,30 €) e as atividades de informação e comunicação (2 199,00 €) têm as médias mais altas; o alojamento e restauração a mais baixa (994,57 €).
Estes dados incluem a função pública?
Os valores mais recentes do INE, sim: incluem os trabalhadores com descontos para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações, do setor público e do privado. Os Quadros de Pessoal, que dão a distribuição por decis, não incluem os serviços que só têm trabalhadores em funções públicas, porque o Relatório Único se aplica apenas aos empregadores abrangidos pelo Código do Trabalho.
Fontes e recursos oficiais
Todos os valores foram lidos nos ficheiros oficiais da DGCP/MTSSS e na base de dados do INE. Última verificação: 15 de outubro de 2026.
- DGCP/MTSSS (antigo GEP), Quadros de Pessoal: séries 2014-2024 (decis, mediana, médias por sexo, idade, região, setor e escolaridade)
- DGCP/MTSSS, Quadros de Pessoal 2024: estatísticas em síntese, 19 de dezembro de 2025
- DGCP/MTSSS, Quadros de Pessoal 2024: publicação completa (quadros 114, 118 e 119)
- INE, Remuneração bruta mensal média por trabalhador, por componente e setor institucional (indicador 0014752, trimestral, até junho de 2026)
- INE, Destaque «Remuneração bruta mensal média por trabalhador: junho de 2026», 14 de agosto de 2026
- INE, Remuneração bruta mensal média por trabalhador, série desde 2014 (indicador 0011130)
- INE, Inquérito ao Emprego: trabalhadores por conta de outrem por escalão de rendimento líquido mensal (indicador 0014744)
- INE, Remuneração bruta mensal média por trabalhador, anual (indicador 0011137, 2025)
- INE, Inquérito ao Emprego: rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem (indicador 0014738, 2.º trimestre de 2026)
- INE, Inquérito ao Emprego: rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem, série desde 2011 (indicador 0012134, CAE Rev. 3)
- INE, Destaque «Estatísticas do Emprego: 2.º trimestre de 2026», 5 de agosto de 2026
- INE, base de dados e API de indicadores (dados obtidos a 15 de outubro de 2026)
- Despacho n.º 233-A/2026: tabelas de retenção na fonte de IRS de 2026 (Continente), usadas na estimativa do líquido
- Decreto-Lei n.º 139/2025, de 29 de dezembro: salário mínimo nacional de 920 € em 2026