Crédito

Juro do crédito ao consumo desce para 8,83% em setembro

Os bancos emprestaram 659 milhões de euros às famílias em setembro, mais 11% do que há um ano. Na área do euro, o mesmo tipo de crédito custa em média 7,82%.

Por simula.pt2 min de leitura

Vários sacos de compras de papel castanho alinhados lado a lado.
Foto: matthiasboeckel / Pixabay

Os bancos cobraram em média 8,83% de juro nos novos empréstimos ao consumo das famílias em setembro. Os dados foram publicados pelo Banco de Portugal a 2 de novembro. Em agosto, a mesma taxa estava nos 8,98%, o que dá uma descida de 0,15 pontos num mês. Há um ano, em setembro de 2025, ficava nos 8,77%. O custo médio deste crédito está assim quase igual ao de há doze meses, apenas 0,06 pontos acima.

O juro mexe pouco e janeiro foi o mês mais caro em 2025 e 2026

Desde setembro de 2025, a taxa média dos novos empréstimos ao consumo andou sempre entre 8,62%, em dezembro de 2025, e 9,15%, em janeiro de 2026. Em 2025 também foi janeiro o mês mais caro, com 9,12%. De março a setembro de 2026, a taxa subiu e desceu de mês para mês, entre os 8,77% de março e os 8,98% de abril e de agosto. Estas taxas são anuais e são médias do conjunto dos bancos, segundo o Banco de Portugal.

Gráfico de linha: a taxa média dos novos empréstimos ao consumo das famílias andou entre 8,62% e 9,15% desde setembro de 2025 e ficou em 8,83% em setembro de 2026.
Taxa de juro média dos novos empréstimos ao consumo das famílias, segundo o Banco de Portugal.

Com todos os encargos, o custo chega aos 10,68%

A TAEG, que junta ao juro as comissões e os outros encargos do contrato, foi de 10,68% nos novos contratos de setembro. Em agosto estava em 10,76% e em setembro de 2025 em 10,81%. Nos mesmos contratos novos, sem contar renegociações, o juro médio foi de 8,83%. A diferença de 1,85 pontos mostra o peso dos encargos para além do juro. Cada banco tem as suas condições, e um contrato concreto pode ficar acima ou abaixo destas médias.

O crédito concedido subiu 11% num ano

Em setembro, os bancos emprestaram 659 milhões de euros às famílias em novas operações de crédito ao consumo. Em agosto tinham sido 613 milhões e em setembro de 2025 foram 592 milhões. De janeiro a setembro, o total chegou aos 5 796 milhões, mais 9,2% do que os 5 306 milhões do mesmo período de 2025. O mês mais forte do ano foi março, com 742 milhões. Estes montantes incluem as renegociações de empréstimos já existentes.

Na área do euro o mesmo crédito sai mais barato

Nos bancos da área do euro, a taxa média dos novos empréstimos ao consumo das famílias foi de 7,82% em setembro. A diferença para Portugal é de 1,01 pontos percentuais. Em agosto, a média da área do euro estava nos 7,94%. As duas médias desceram em setembro, mas a de Portugal continua acima da média dos países do euro. A comparação usa a mesma definição de novas operações, com renegociações incluídas, nos dois casos.

Os números

IndicadorValorPeríodo
Novos empréstimos ao consumo8,77%set. 2025
Novos empréstimos ao consumo9,15%jan. 2026
Novos empréstimos ao consumo8,77%mar. 2026
Novos empréstimos ao consumo8,98%abr. 2026
Novos empréstimos ao consumo8,98%ago. 2026
Novos empréstimos ao consumo8,83%set. 2026
TAEG, novos contratos10,68%set. 2026
TAEG, novos contratos10,81%set. 2025
Montante emprestado659 milhões de eurosset. 2026
Montante emprestado592 milhõesset. 2025
Área do euro, novos empréstimos7,82%set. 2026

Fontes

Como verificámos. As taxas, a TAEG e os montantes foram conferidos nas séries do BPstat do Banco de Portugal (novos empréstimos ao consumo das famílias, Portugal e área do euro, dados publicados a 2 de novembro de 2026, sem dado de outubro).

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