Poupança

Juro dos novos depósitos a prazo sobe para 1,82% em setembro

Foi a maior subida mensal do último ano. Mas o conjunto dos depósitos a prazo já feitos rende em média só 1,17%, e a área do euro paga mais.

Por simula.pt2 min de leitura

Nota de euro sobre uma superfície clara, em plano fechado.
Foto: Puurchantal / Pixabay

Os bancos pagaram em média 1,82% nos novos depósitos a prazo das famílias em setembro, segundo os dados publicados pelo Banco de Portugal a 2 de novembro. Em agosto, a mesma taxa estava nos 1,63%, o que dá uma subida de 0,19 pontos num só mês. É o valor mais alto desde fevereiro de 2025, quando chegou aos 1,83%. Há um ano, em setembro de 2025, os novos depósitos rendiam 1,34%.

A subida acelerou em setembro

A taxa dos novos depósitos esteve quase parada entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, sempre entre 1,34% e 1,37%. A partir de março começou a subir um pouco todos os meses, até aos 1,63% de agosto. O salto de setembro foi o maior desta série nos últimos doze meses. Num ano, a remuneração média subiu 0,48 pontos percentuais. Ainda assim, fica longe dos 3,08% que os novos depósitos chegaram a pagar em dezembro de 2023.

Gráfico de linha: a taxa média dos novos depósitos a prazo das famílias ficou entre 1,34% e 1,37% até fevereiro de 2026 e subiu depois até 1,82% em setembro de 2026.
Taxa de juro média dos novos depósitos a prazo das famílias, segundo o Banco de Portugal.

Quase toda a procura está nos prazos curtos

Nos depósitos até 1 ano, a taxa média foi de 1,83% em setembro, praticamente igual à média de todos os prazos. As famílias aplicaram 13 415 milhões de euros em novos depósitos a prazo nesse mês, contra 12 032 milhões em setembro de 2025. Desse total, 12 701 milhões, cerca de 95%, foram para depósitos até 1 ano. Estas taxas são anuais e brutas, e são médias ponderadas pelos montantes, do conjunto dos bancos. Cada banco tem as suas condições, e a taxa de um depósito concreto pode ficar acima ou abaixo da média.

Os depósitos já feitos rendem bem menos

A taxa média de todos os depósitos a prazo das famílias que já estavam nos bancos ficou em 1,17% em setembro, muito abaixo dos 1,82% das novas aplicações. Esta média junta depósitos feitos em meses e anos diferentes, cada um com a taxa acordada na altura, e por isso muda mais devagar. Em agosto estava em 1,11%, o que dá uma subida de 0,06 pontos num mês, contra 0,19 pontos nos novos depósitos.

Portugal continua abaixo da média do euro

Nos bancos da área do euro, os novos depósitos a prazo das famílias renderam em média 2,37% em setembro. A diferença para Portugal é de 0,55 pontos percentuais. No mesmo mês, os Certificados de Aforro da Série F pagavam 2,500% brutos nas novas subscrições. É uma taxa que se mantém em novembro, no limite máximo que as regras da série permitem.

Os números

IndicadorValorPeríodo
Novos depósitos a prazo1,34%set. 2025
Novos depósitos a prazo1,63%ago. 2026
Novos depósitos a prazo1,82%set. 2026
Novos depósitos até 1 ano1,83%set. 2026
Stock de depósitos a prazo1,17%set. 2026
Área do euro, novos depósitos2,37%set. 2026
Novos depósitos, montante13 415 milhões de eurosset. 2026
Novos depósitos, montante12 032 milhõesset. 2025
Novos depósitos até 1 ano, montante12 701 milhõesset. 2026

Fontes

Como verificámos. As taxas e os montantes foram conferidos nas séries do BPstat do Banco de Portugal (novos depósitos a prazo, até 1 ano, stock e área do euro, dados de 2 de novembro de 2026), e a taxa da Série F nas notas do IGCP.

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